Opinião/Informação:
Novamente estamos diante de uma CHEIA dos rios e, em breve, de uma nova SECA. Chamam isso de “mudanças climáticas”. Mas é importante lembrar: não foi o Amazonas quem gerou essa crise ambiental. Foram países da Europa, Estados Unidos, China e Índia que poluíram o planeta, enquanto nós estamos pagando uma conta muito cara, que recai diretamente sobre o nosso povo.
Contudo, o que temos visto, ano após ano, é sempre a mesma solução: distribuição de CESTAS BÁSICAS. Não sou contra ajuda emergencial, mas já passou da hora de fazermos diferente.
O Amazonas já aderiu ao Programa Garantia-Safra do Governo Federal. Essa adesão foi feita pelo governador Wilson Lima e por Petrucio Magalhães, na SEPROR, atendendo a um pleito antigo da FAEA, OCB, FETAGRI e UNICAFES. Com o apoio de vários parceiros, o programa finalmente chegou ao Amazonas. Hoje é uma realidade, embora ainda ignorada por muitos prefeitos.
O Garantia-Safra paga R$ 1.200,00 diretamente ao produtor por meio do Governo Federal/Fundo Garantia-Safra. É pouco? Sim. Mas ajudaria muito o caboclo, além de movimentar a economia do interior, já que o recurso seria gasto no próprio município, fortalecendo o comércio local. O pagamento é feito pelas lotéricas da CAIXA.
É fácil perceber que muitas das CESTAS distribuídas possuem produtos que poderiam estar sendo cultivados no interior do Estado: farinha, arroz, feijão e tantos outros que a EMBRAPA e o próprio IDAM já sabem produzir nas condições amazônicas. Para isso, é necessário fortalecer o Sistema SEPROR, especialmente o IDAM e suas unidades locais.
Além disso, a cesta básica demora a chegar, enfrenta longos períodos de viagem, logística complicada e cheia de interrogações.
Sem falar que esse modelo acaba sendo humilhante para quem preserva a maior floresta tropical do planeta. O recurso internacional que chega em nome da “Amazônia” não pode continuar indo para ONGs enquanto o nosso povo permanece dependente de ranchos. Esses recursos precisam chegar ao Governo do Estado ou diretamente na conta do caboclo, dependendo do objetivo da ação.
O comerciante do interior também sai prejudicado, porque os produtos vêm de Manaus em vez de serem adquiridos no próprio município.
Desde os meus tempos de gestor da CONAB, sempre fui contra o modelo baseado apenas em CESTAS DE ALIMENTOS. O correto é apoiar a produção no interior, nas comunidades, e, para aquilo que não puder ser cultivado localmente, colocar dinheiro diretamente na conta do interiorano para que ele compre no comércio do seu município.
Chega de fotos com autoridades entregando cesta básica ao lado do beneficiário apenas para ganhar votos.
POR FAVOR, ENTENDAM DE UMA VEZ POR TODAS:
NÃO PODEMOS ACEITAR ESSE TRATAMENTO IMPOSTO PELOS PAÍSES POLUIDORES, COM APOIO DE ONGs, QUE DEIXAM NOSSO POVO SEM DIGNIDADE E ESPERANDO RANCHOS, MIGALHAS.
BASTA! VAMOS NOS IMPOR!
PRODUÇÃO NO INTERIOR E DINHEIRO DIRETO NO BOLSO DO POVO PARA AQUILO QUE NÃO PUDERMOS PRODUZIR NAS COMUNIDADES E NAS SEDES DOS MUNICÍPIOS.
THOMAZ RURAL



