Opinião/Informação:
Estou há quatro décadas no setor primário do Amazonas. Não sou produtor rural; sempre atuei na área técnica da CONAB, onde fui superintendente. Lá, defendi que as regionais fossem dirigidas por servidores da própria casa — e conseguimos avançar nisso em âmbito federal. Hoje, na Conab, o cargo de superintendente é exclusivo para quem está na ativa. Inclusive, fui convidado a retornar, mas estou aposentado (aos 63) e impedido por uma regulamentação que ajudei a construir — e que considero correta. Nem pretendo mais ser gestor, prefiro ajudar neste espaço e no JC.
No Sistema SEPROR, quem acompanha minhas colunas no JC e no Portal Thomaz Rural sabe que sempre defendi que, por se tratar de um órgão técnico, sua condução deveria estar nas mãos de quadros da casa. Na gestão do Wilson Lima, apenas Daniel era da casa; Petrucio (meu amigo — e por quem, junto com o Wilson, permaneci três meses na SEPROR em 2019 tentando implementar propostas de campanha) e agora Ricelli não são oriundos do quadro.
Em síntese, trata-se de um cargo de confiança do governador — assim como Petrucio foi de Wilson, Ricelli é de Roberto Cidade. Ainda assim, espero que Ricelli tenha liberdade e força para montar sua equipe com profissionais da casa, respeitados pelos servidores e pelos produtores rurais. Tem muita gente competente dentro do Sistema e pode ajudá-lo bastante.
Quando assumiu, Petrucio indicou nomes para o IDAM (Eda Oliva), ADAF (Alexandre), SEAPAF (Airton) e SEPA (Leocy), todos com identidade nas respectivas áreas. Apenas a ADS, até hoje, não contou com indicação direta do titular da SEPROR, seja na gestão de Petrucio ou de Daniel.
Não estou aqui avaliando a qualidade de ninguém — embora tenha minhas opiniões sobre as vinculadas —, mas há um ponto inegável: o titular da SEPROR, seja quem for, precisa ter liberdade para escolher sua equipe, tanto nas áreas técnicas da secretaria quanto nas vinculadas.
Não será uma tarefa simples para Ricelli, especialmente diante dos vínculos partidários e da proximidade das eleições. Será que o Ricelli vai indicar nomes para ADS, IDAM e ADAF ou vai manter? O governador vai precisar de votos, nem todos estão agradando. Vamos aguardar.
Arrumada a casa, Ricelli precisa ouvir as entidades ligadas ao AGRO: FETAGRI, FAEA, OCB e UNICAFES, assim como todos os conselhos.
THOMAZ RURAL



