Defendendo o Eduardo Braga diante do discurso da Marina Silva…

Opinião/Informação:

Na condição de jornalista amazonense e conhecedor profundo da realidade do interior e da capital do nosso estado, busco sempre o equilíbrio: reconhecer acertos, mas jamais ignorar o que entendo como erro ou equívoco. Recentemente, defendi o senador Omar Aziz contra uma matéria tendenciosa da Folha de S. Paulo que visava, nitidamente, congelar nosso desenvolvimento. Hoje, vejo-me no dever de defender o senador Eduardo Braga diante do discurso da Ministra Marina Silva. É fato que o senador não deveria ter mencionado a filha da ministra; o parentesco é irrelevante, e não há problema em ela atuar no “Observatório do Clima”. O foco deve ser estritamente institucional: as ONGs e suas parceiras que atuam no Amazonas — entidades que a Marina conhece bem, mas evita nominar. Aliás, em encontro recente no INPA, a ex-ministra tratou esses mesmos “ongueiros” como seus parceiros. Estranhamente, essa proximidade não foi mencionada na tribuna. O Eduardo Braga sabe quem são e deve expor, não omitir. Isso não pega bem!

No seu discurso, duas frases corroem o estômago de qualquer amazonense sobre a BR-319: “…debater as questões do mérito…” e “…processo vinha sendo construído dentro do governo federal…”.

Dizer isso é subestimar a nossa inteligência. Já estamos no quinto mandato do PT; a senhora já ocupa o Ministério pela segunda vez e abasteceu essas mesmas ONGs com recursos vultosos do Fundo Amazônia. Falar em “debater” agora? É uma brincadeira de mau gosto! O que se “debate” no interior do Amazonas hoje é o seu próprio conterrâneo, debatendo-se contra a miséria e o isolamento.

Após duas décadas de governos do mesmo grupo político, alegar que um “processo vem sendo construído” é, com o perdão da expressão, uma sacanagem com o nosso povo. Enquanto a senhora aproveita o concreto de São Paulo para deslocamentos rápidos para “passear” e acesso a hospitais de ponta, nós continuamos impedidos de usar a BR-319.

Ficamos privados do direito de trabalhar, de passear e, o que é mais grave, de salvar vidas. Se enfrentarmos uma nova crise sanitária, os cilindros de oxigênio ficarão, mais uma vez, atolados na lama da sua omissão, das ONGs e ongueiros que jogam contra o nosso desenvolvimento.

A verdade liberta, Ministra!

THOMAZ RURAL

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