Um Marco Histórico: O Juiz não pode ser escolhido pelo “Réu”

Opinião/Informação:

Um Marco Histórico e a Necessidade de Independência nas Instituições

O Brasil amanheceu hoje sob o impacto de manchetes que dão a dimensão de um fato raro em nossa democracia. Após 132 anos, o Senado Federal rejeitou uma indicação presidencial para o Supremo Tribunal Federal. O nome de Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula, não obteve o apoio necessário, registrando um placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis. Este episódio, classificado como uma “derrota histórica” pelos principais jornais do país, traz à tona um debate que sempre defendi aqui no Portal Thomaz Rural.

Minha Opinião: O Juiz não pode ser escolhido pelo “Réu”

Independentemente de nomes ou partidos, mantenho minha posição firme: sou contra o atual modelo de indicação por parte do Poder Executivo para instituições que têm, por dever de ofício, a missão de julgar as contas e os atos desse mesmo Executivo.

Seja no STF, STJ, Ministério Público, Tribunais de Justiça ou no TCU, a relação de subordinação ou gratidão que uma indicação política pode criar fere o princípio básico da imparcialidade. Não faz sentido que quem executa o orçamento e as leis tenha a prerrogativa de escolher quem irá sentenciar suas próprias condutas no futuro.

Para que as nossas instituições sejam verdadeiramente fortes e republicanas, a autonomia deve ser a regra, e o mérito técnico e a independência devem prevalecer sobre a conveniência política. 132 anos para isso acontecer. Será um sinal de que o equilíbrio entre os Poderes está buscando um novo norte?

THOMAZ RURAL

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