Opinião/Informação:
É desalentador ver o vídeo da reunião da Comissão de Assuntos Econômicos ocorrida hoje (28/04/2026). O assunto era a decisão da Justiça que envolve a BR-319 e a ONG “Observatório do Clima”. Aí, logicamente, entrou em pauta a CPI das ONGs de 2023. No vídeo abaixo, testemunhamos uma cena que beira o surrealismo político: senadores de estados como Mato Grosso do Sul (Tereza Cristina) e Santa Catarina (Esperidião Amin) demonstrando muito mais propriedade e preocupação com os resultados da CPI das ONGs do que o senador do Amazonas, Eduardo Braga. A CPI, que foi bravamente presidida pelo amazonense Plínio Valério em 2023, não foi um “teatro”. Pelo contrário, gerou um relatório robusto, técnico e revelador sobre como o “faz de conta” ambientalista muitas vezes consome recursos vultosos enquanto o produtor rural e as comunidades do interior do Amazonas continuam à margem do desenvolvimento. Dizer que a CPI “não deu em nada”, como afirmou o senador Eduardo Braga, não é apenas um equívoco técnico; é uma ofensa ao trabalho de quem se debruçou sobre as entranhas do terceiro setor na Amazônia. É importante lembrar que o relatório está tramitando e contém evidências claras de irregularidades que precisam de desdobramentos jurídicos. Lá no relatório tem nome e sobrenome de ONGs, com sede em Manaus, que são parceiros desse “Observatório do Clima” e precisam ser expostas para conhecimento de toda a sociedade amazonense. O povo do Amazonas precisa saber quem joga contra o nosso desenvolvimento.
O que se viu hoje foi:
- Protagonismo Externo: Senadores de fora defendendo a transparência e os resultados de uma investigação crucial para o nosso estado.
- Apatia Interna: Senador que representa o Amazonas tentando minimizar uma ferramenta de fiscalização que ele próprio, por dever de ofício, deveria estar encabeçando.
Como jornalista e administrador, conhecedor da realidade do nosso agronegócio e das comunidades ribeirinhas, reforço: não podemos aceitar que o destino dos nossos recursos e a governança das nossas terras fiquem à mercê de discursos que ignoram o nosso progresso. A CPI das ONGs trouxe luz ao que muitos preferiam manter no escuro. Se para alguns senadores o trabalho foi invisível, para quem vive o dia a dia do interior, as revelações ali contidas são a chave para destravar o desenvolvimento que o Zoneamento Ecológico-Econômico e a regularização fundiária tanto prometem, mas que a burocracia ideológica insiste em barrar.
Qual a solução: o governador Roberto Cidade tirar da SEMA um ongueiro da FAS, oito anos sem qualquer resultado para o nosso povo. Parceiro de ONGs que nos atacam. Defendo também que a ALEAM, por meio da deputada Joana Darc, integrante da Comissão de Meio Ambiente, lidere a coleta de assinaturas para a abertura de uma CPI destinada a investigar a atuação de ONGs no Amazonas. Essa CPI deve buscar esclarecer pontos fundamentais: quem financia essas organizações, quais são suas conexões — inclusive com o chamado “Observatório” — e se os recursos recebidos são compatíveis com os resultados efetivamente entregues, especialmente no interior do estado. Durante as audiências, é essencial convocar os órgãos de controle, especialistas, representantes da sociedade amazonense e também o Poder Judiciário, garantindo uma apuração ampla, transparente e responsável.
THOMAZ RURAL


