Opinião/Informação:
Faço cobranças, mas também sei reconhecer injustiças. Já disse, volto a repetir, meu partido é o Amazonas. Fiquei indignado com essa matéria da FOLHA querendo vincular emenda do senador Omar Aziz ao desmatamento. É hora de todo o Amazonas questionar esse tipo de matéria da FOLHA DE SÃO PAULO. Já não basta o regular ataque ao modelo PIM/ZFM, agora atacam emendas vinculando ao desmatamento. São três episódios! De onde partiu essa iniciativa, inclusive citando o senador Omar? Sabemos que todos os parlamentares do Norte, corretamente, destinam emendas para facilitar o ir e vir de quem preservou o verde, a floresta, que não foram as ONGs. A tentativa de vincular a destinação de emendas parlamentares ao desmatamento no Amazonas é, antes de tudo, uma afronta à dignidade de quem vive na região. Sob o pretexto de “proteção ambiental”, vozes que desconhecem a realidade amazônica, com outros interesses, buscam criminalizar investimentos fundamentais em infraestrutura, como os viabilizados pelo senador Omar Aziz. O que se ignora é que, por trás de cada quilômetro de ramal ou estrada, existe um cidadão que precisa de acesso à saúde, educação e ao direito básico de ir e vir. A matéria ainda sugere que o caboclo continue usando os rios. Que absurdo! O Amazonas é o estado que mais preserva no Brasil, mantendo 97% de sua cobertura florestal intacta. Esse dado, por si só, desmonta a narrativa de que o progresso logístico é sinônimo de destruição. Defender que o caboclo continue refém de viagens fluviais de vários dias, mesmo quando existem alternativas terrestres viáveis, não é ambientalismo; é crueldade social. Apontar emendas parlamentares como vilãs do desmatamento é um equívoco técnico e jurídico. O papel do parlamentar é garantir que o recurso chegue à ponta para melhorar a vida do cidadão. O controle de ilícitos é dever do Executivo, que possui satélites, tecnologia e órgãos de segurança para punir quem transgride a lei. Investimento: Garante dignidade e escoamento de produção. Fiscalização: Garante que a lei seja cumprida. Confundir essas duas esferas é tentar paralisar o estado por incapacidade — ou má vontade — de fiscalizar. Não se pode aceitar que ONGs ou setores da mídia ditem o destino de uma população que cumpre rigorosamente as leis ambientais mais restritivas do planeta. O senador Omar Aziz, ao destinar recursos para estradas e vicinais, cumpre seu dever constitucional de representar os interesses de quem o elegeu. Assim como os demais parlamentares da região estão fazendo. A infraestrutura é o caminho para a cidadania. O povo do Amazonas, que sempre foi o verdadeiro guardião da floresta, não pode ser punido com o isolamento em nome de uma pauta que ignora a fome, a doença e a falta de oportunidades de quem vive no interior. Desenvolvimento com responsabilidade não é crime; é justiça social. O ex-superintendente da PF no Amazonas, delegado Alexandre Saraiva, já disse claramente quem comente ilícitos na região, em momento algum citou emendas parlamentares. Na minha visão, isso é mais um gol contra de ongueiros que atuam no Amazonas. É a hora da união, expor essas ONGs que jogam contra o nosso desenvolvimento, contra nosso povo. Esqueçam política partidária, é hora de defender o Amazonas.
THOMAZ RURAL


