Opinião/Informação:
Seguindo uma linha que considero equivocada, o ex-governador Wilson Lima divulga NOTA e omite quem fez parte de seu governo e é aliado dessa ONG que entrou na justiça contra a BR-319. O seu titular da SEMA por 7 anos veio da ONG FAS que, sabidamente, é contra o asfaltamento da BR-319. É importante destacar que entidades como a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia – IDESAM possuem participação em redes mais amplas, como a ONG “Observatório do Clima”, que atuam diretamente na agenda ambiental nacional e internacional. Ignorar essa conexão é jogar contra o povo do Amazonas. A permanência, por sete anos, de ongueiros ligados a essas organizações dentro da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, como aconteceu no governo do Wilson Lima, levanta questionamentos legítimos sobre conflito de interesses e sobre quem, de fato, orienta a política ambiental estadual.
Outro ponto relevante é a parceria envolvendo recursos do banco alemão KfW, operacionalizados via FAS e SEMA. Esse tipo de arranjo fortalece agendas externas que nem sempre dialogam com as necessidades reais da população amazonense, especialmente dos produtores rurais, extrativistas e trabalhadores do interior.
No caso do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), que é um instrumento estratégico para o desenvolvimento sustentável do Estado, houve determinação pública do Wilson para sua execução em dois momentos. No entanto, o secretário não atendeu e nem foi exonerado. Qual a razão de não ter sido exonerado?
O que se observa, ao longo de diferentes gestões — incluindo governos de Eduardo Braga, Omar Aziz e Wilson Lima — é um padrão de convivência com essas estruturas sem o devido enfrentamento institucional. As NOTAS dos três divulgadas ontem são omissas quanto às ONGs FAS e IDESAM com sedes em Manaus. e parceiras desse “Observatório”, da Marina e do Lula. Isso acaba gerando insegurança, travando o desenvolvimento e dificultando a superação da pobreza no interior do Amazonas.
Defender o povo amazonense exige coragem para revisar esses arranjos, garantir soberania nas decisões e assegurar que a política ambiental esteja a serviço de quem vive e produz no Estado.
THOMAZ RURAL



