Opinião/Informação:
A trajetória política de Marina Silva tornou-se o maior símbolo de uma contradição brasileira: a floresta é o ativo, mas o lucro político e financeiro não fica no Norte. Marina é, indiscutivelmente, o rosto do ambientalismo brasileiro no exterior. Possui trânsito livre em fóruns internacionais e é a voz ouvida por grandes fundos e potências mundiais. No entanto, há um detalhe geográfico que não pode ser ignorado: embora seja acreana, sua base eleitoral e política migrou para São Paulo. A candidatura por São Paulo soa como uma confissão: a de que o ambientalismo atual “rende” votos e financiamentos onde a floresta já não existe mais. Para quem ficou no Norte, sob o rigor das leis ambientais e a vigilância das ONGs, parceiras da Marina e do Lula, o cenário é de estagnação e miséria. Fica o questionamento: até quando a Amazônia, o meu Amazonas, servirá de “almoxarifado de luxo” para o mundo e de palanque para o Sul e Sudeste, enquanto o povo que preserva continua vivendo à margem do desenvolvimento? Enquanto o nome de Marina circula com prestígio em Davos ou Paris, as populações do interior da Amazônia enfrentam dificuldades de infraestrutura básica, como o gargalo da BR-319 e a ausência de uma regularização fundiária que traga dignidade ao homem do campo. Marina travou, mais uma vez, nosso desenvolvimento, empobreceu nossa região, não consegue votos aqui, agora fica sorrindo, de sua janela, para os concretos de São Paulo. Somos ou não otários? Que é o “símbolo ambiental” deveria ser candidata por um dos estados do Norte. Não acham? Acorda Amazonas!
THOMAZ RURAL




