Da Amazônia ao mundo: mulheres do AGRO de Apuí no centro de uma agenda global

Opinião/Informação:

Obrigado Cristiane! Fiquei bem feliz com esse movimento e com a repercussão que está tendo. Esse é o caminho para virada econômica do nosso Amazonas. Abaixo, o relato de tudo que aconteceu e a publicação na revista AGRO S/A.

THOMAZ RURAL

De bastidores à liderança: mulheres do agro ganham visibilidade e fortalecem movimento no sul do Amazonas
Por muitos anos, o desenvolvimento rural no sul do Amazonas foi sustentado por histórias de coragem, trabalho e adaptação. Em regiões como Apuí, onde a produção cresceu em meio a desafios logísticos e geográficos, há uma presença que sempre existiu — ainda que pouco reconhecida: a das mulheres no campo.
Hoje, esse cenário começa a se transformar de forma concreta.
A União de Mulheres do Agro de Apuí (UMA) surge como um marco dessa mudança. Mais do que um grupo organizado, a UMA é um Conselho Interno do Sindisul, entidade que há mais de 20 anos atua no município. No entanto, foi apenas no último ano que as mulheres passaram a ter um espaço oficialmente estruturado dentro da instituição.
Na prática, isso representou muito mais do que uma formalização.
Significou dar visibilidade a um trabalho que já existia, mas que permanecia, em grande parte, no anonimato.
“Por muito tempo, as mulheres já contribuíam ativamente no agro, mas sem ocupar espaços de fala ou reconhecimento. O que estamos fazendo agora é mostrar essa força que sempre esteve presente”, destaca Cristiane Vieira Maciel da Silva, presidente da UMA.
A criação do conselho feminino dentro do sindicato trouxe uma nova dinâmica para o setor. A partir disso, as mulheres passaram a se reunir com mais frequência, buscar capacitação e, principalmente, se reconhecer como protagonistas dentro do agro.
Esse movimento ganhou força e visibilidade no dia 28 de março de 2026, com a realização do 1º Encontro de Mulheres do Agro de Apuí.
O evento reuniu 150 participantes e, junto à Feira da Mulher do Agro, impactou cerca de 1.000 pessoas. Ao todo, 29 expositoras apresentaram seus produtos e iniciativas, mostrando a diversidade e o potencial do empreendedorismo feminino rural.
A mobilização ultrapassou os limites do município. Mulheres de Boca do Acre, Lábrea, Humaitá e da região de Santo Antônio do Matupi participaram do encontro, reforçando a criação de uma rede regional de apoio e troca de experiências.
Em uma região onde as distâncias ainda são um desafio, essa conexão representa um avanço significativo.
Apuí se destaca no cenário estadual por possuir um dos maiores rebanhos bovinos do Amazonas e por ter sido reconhecido, por lei, como a capital do café do estado. Esse contexto produtivo torna ainda mais relevante o fortalecimento da participação feminina.
A atuação da UMA passa, então, a integrar esse cenário como um novo vetor de desenvolvimento — conectando produção, conhecimento e empreendedorismo.
Com cerca de 80 mulheres filiadas, o grupo vem promovendo encontros, formações e capacitações contínuas, muitas delas em parceria com o SENAR.
Mais do que qualificação técnica, a proposta é fortalecer a autoconfiança, ampliar horizontes e criar uma rede sólida de apoio entre mulheres do campo.
O impacto do encontro também se refletiu fora do município. A iniciativa ganhou destaque em veículos como Portal Amazonas Digital, BNC Amazonas, Notícias da Hora e Fatos Marcantes.
A repercussão evidencia um movimento que começa a chamar atenção para uma realidade muitas vezes invisibilizada: o papel fundamental das mulheres no desenvolvimento do agro amazônico.
O diferencial da UMA está justamente em sua origem. Não se trata de uma iniciativa isolada ou recente, mas da organização de uma força que sempre existiu — agora com voz, estrutura e direção.
Para Cristiane Vieira Maciel da Silva, esse é apenas o começo de um processo maior.
“Estamos trazendo à luz um trabalho que sempre foi feito pelas mulheres. A diferença é que agora estamos organizadas, fortalecidas e conscientes do nosso papel.”
O que se constrói em Apuí é mais do que um avanço local. É um exemplo claro de como o reconhecimento, a organização e o acesso à informação podem transformar realidades.
Em um setor historicamente marcado por desafios, as mulheres começam a ocupar, com cada vez mais força, espaços de decisão, liderança e inovação.
E no sul do Amazonas, esse movimento já deixou de ser invisível — para se tornar referência.

Da Amazônia ao mundo: mulheres do agro de Apuí no centro de uma agenda global”

Em um dos territórios mais desafiadores do Brasil, onde o acesso é limitado, as distâncias são longas e as oportunidades historicamente escassas, um movimento silencioso começou a ganhar voz — e agora ecoa para além das fronteiras da Amazônia.
O Encontro de Mulheres do Agro de Apuí não foi apenas um evento. Foi um marco. Um ponto de virada. Uma resposta concreta de mulheres que, mesmo diante das adversidades logísticas, sociais e econômicas, decidiram ocupar o seu espaço no agronegócio brasileiro.
A relevância dessa mobilização já ultrapassou o campo local. O evento foi repercutido por diversos veículos de comunicação, consolidando sua importância no cenário regional e político, com destaque em portais como BNC Amazonas, Radar Amazônico e Notícias da Hora. Mais do que cobertura, esses registros representam validação: Apuí entrou no mapa do debate sobre o protagonismo feminino no agro.
Esse reconhecimento ganhou ainda mais força ao alcançar um veículo de circulação nacional, a Revista Agro S/A, que insere a experiência amazônica em uma narrativa maior — a de mulheres que não esperam condições ideais, mas constroem caminhos onde antes não havia estrada. Ao afirmar que “as mulheres do agro na Amazônia não pedem facilidade — elas constroem caminhos”, a publicação não apenas relata, mas legitima uma transformação em curso.
E essa história local dialoga diretamente com um movimento global. A Organização das Nações Unidas declarou 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora, reconhecendo oficialmente o papel essencial dessas mulheres na segurança alimentar, no desenvolvimento sustentável e na economia mundial (). Mais do que uma homenagem simbólica, trata-se de um chamado global por investimento, visibilidade e ação concreta para reduzir desigualdades históricas no campo ().
Nesse contexto, Apuí deixa de ser apenas um ponto no mapa da Amazônia e passa a representar algo muito maior: um exemplo real, vivo e atual do que o mundo inteiro está sendo chamado a reconhecer.
São mulheres que produzem, lideram, organizam, conectam. Mulheres que enfrentam não apenas os desafios do agro, mas também as barreiras estruturais de gênero, acesso e invisibilidade. Mulheres que, mesmo em uma das regiões mais remotas do país, estão alinhadas com as principais agendas globais de desenvolvimento.
Ignorar essa história é ignorar uma das narrativas mais potentes do agro contemporâneo.
Contar essa história é dar visibilidade a um Brasil que resiste, produz e evolui — liderado por mulheres que transformam dificuldade em força, isolamento em conexão e trabalho em legado.
Este não é apenas um tema relevante. É urgente. É atual. E, acima de tudo, é inevitável.

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