Não me enganam mais: o que está por trás do “acordo” Brasil–Alemanha

Opinião/Informação

O anúncio de mais um acordo entre Brasil e Alemanha, com promessa de até 500 milhões de euros para o chamado Fundo Clima, precisa ser encarado com franqueza: esse modelo de parceria tem servido muito mais aos interesses europeus do que ao desenvolvimento real da Amazônia. Na prática, o dinheiro que chega via BNDES e pelo Fundo Amazônia vem carimbado. Não é investimento livre. É recurso condicionado, com regras definidas fora do Brasil, muitas vezes alinhadas à cartilha ambiental europeia, que limita atividades produtivas aqui enquanto protege interesses lá fora. O financiamento do banco alemão KfW segue exatamente essa lógica. Tudo isso envolvendo ONGs, ongueiros (militantes do PT) e ambientalistas fake que querem o povo do Amazonas cada vez mais pobre e dependente. O resultado é conhecido: bilhões já foram anunciados ao longo dos anos, mas a realidade do interior do Amazonas pouco ou nada mudou. Comunidades seguem sem infraestrutura básica, sem acesso digno à saúde, energia, internet, sementes, mudas, educação e escoamento da produção. As atividades “permitidas” por esses programas nunca foram suficientes para transformar a vida de quem realmente preserva a floresta. Enquanto isso, o que poderia gerar renda — agro, mineração responsável, infraestrutura — continua travado ou cercado por restrições. É uma preservação que, na prática, congela o desenvolvimento local. Outro ponto que escancara a contradição: a Alemanha não aplica essa mesma rigidez dentro do seu próprio território. A economia alemã segue altamente industrializada, com desafios ambientais relevantes e forte dependência energética. Há, inclusive, pressão interna da própria sociedade alemã por mudanças nesse modelo. Mas, quando o assunto é Amazônia, a exigência é máxima — desde que o custo recaia sobre o Brasil. E mais: nem pautas estruturantes como o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Amazonas entram como prioridade real nessas cooperações. Ou seja, não há interesse em organizar o território para produzir com responsabilidade. O foco é outro: controlar o que não pode ser feito. No fim das contas, essa “ajuda” mantém a região dependente, engessada e sem autonomia. Preserva-se a floresta, que já está preservada, mas abandona-se o povo. Se o objetivo fosse de fato desenvolvimento sustentável, os indicadores sociais da Amazônia já teriam mudado. Não mudaram. E isso diz muito. Abaixo, foto da Marina com representantes da Alemanha. Ainda tenho uma dúvida, será que parte desse recurso volta para a Alemanha?

THOMAZ RURAL

Participe do nosso grupo no Whatsapp e seja o primeiro a receber as notícias do blog ThomazRural!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Participe do nosso grupo no Whatsapp e seja o primeiro a receber as notícias do blog ThomazRural!