Fartura de jaraqui e a Conab/AM esquecendo o PAA/COMPRA DIRETA de pescado

Opinião/Informação:

Os vereadores, deputados estaduais, federais e senadores precisam contar com assessorias mais preparadas e com conhecimento real sobre o agro, tanto familiar quanto empresarial no Brasil. Esta postagem é sobre o potencial da pesca no Amazonas. Quando isso não acontece — e quando gestores federais deixam de estudar e de articular ações entre ministérios como MDA, MDS e MAPA — o resultado é um só: perda de recursos para outros estados e, pior, abandono de quem produz. E quem paga essa conta? Nossos pescadores artesanais, produtores, ribeirinhos, extrativistas, piscicultores — gente que sustenta o interior e mantém a floresta em pé. Segue um exemplo claro: estamos em plena safra de jaraqui em alguns municípios, uma proteína de alta qualidade e com preço acessível devido à grande oferta. Existe um instrumento da Conab, o PAA/Compra Direta, pensado e idealizado por mim junto com parceiros como Geraldão, Marco Antonio, Ivo Calado, Pedro Neto e Rigoberto, com apoio da FAEA, OCB e FETAGRI. A proposta foi construída com dedicação por colegas da Conab Amazonas e da sede em Brasília, e chegou a ser publicada no Diário Oficial. Mesmo assim, na prática, o instrumento não é utilizado como deveria. Falta conhecimento, falta iniciativa e, principalmente, falta compromisso. O resultado é revoltante: vemos toneladas de proteína sendo devolvidas ao rio por falta de comercialização a preço justo. E o mais grave: enquanto isso, milhares de pessoas passam fome no Amazonas. Já encaminhei vídeos à diretoria da Conab mostrando experiências bem-sucedidas do passado, quando conseguimos adquirir 600 toneladas de pescado em Manacapuru, distribuídas por meio do programa Mesa Brasil, do SESC/AM. Hoje, infelizmente, o Mesa Brasil é subutilizado — e, em muitos casos, destinam para outors locais para atender interesses políticos e eleitoreiros, visando voto e permanência no poder. Além disso, chegam notícias preocupantes sobre outro modelo, o PAA/CDS voltado ao pescado. Se as informações forem confirmadas — inclusive envolvendo pessoas conhecidas —, estamos diante de algo extremamente grave, que pode justificar, sim, uma investigação por parte da Polícia Federal. O Amazonas não pode continuar perdendo oportunidades enquanto sobra alimento de um lado e falta dignidade do outro.

THOMAZ RURAL

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