Opinião/Informação:
A Fundação Amazonas/Amazônia Sustentável (FAS) ataca novamente com o seu marketing de impacto. A “nova história” da vez é um ponto de atendimento na Comunidade Ubim, realizado com uma lista extensa de parceiros: BNDES, Fundo Vale, Somos Umane, IDIS, Prefeitura de Eirunepé e SEMA.
Diante de tantos logotipos e nomes de peso, fica a pergunta que não quer calar:
- Quanto custou, de fato, essa obra? Transparência é o mínimo que se espera de quem gere dinheiro público e doações internacionais.
- Onde estão as outras? A FAS já colocou em caixa mais de R$ 500 milhões desde 2008. Se cada ponto de atendimento custa uma fração minúscula disso, por que não vemos centenas de unidades como essa espalhadas por todas as Unidades de Conservação que a ONG diz atender?
É fácil fazer cortesia com o chapéu alheio (BNDES e Fundo Vale) enquanto o montante principal da ONG parece sumir na estrutura administrativa. O “SUS na Floresta” da FAS parece mais um projeto piloto eterno: muito barulho na imprensa para uma entrega que, perto de meio bilhão de reais, é apenas uma gota no oceano. O Amazonas cansa desse teatro. Queremos saber: o dinheiro é para a saúde do caboclo ou para manter o privilégio e o marketing da organização? Responda, FAS: quantas dessas obras o seu caixa de R$ 500 milhões já construiu sem precisar de novos parceiros? Aproveitem e mandem o CPF dos profissionais que fizeram “assistência técnica” nas unidades de conservação.
THOMAZ RURAL


