Opinião/Informação:
Nem será preciso escrever muito. Essa “triangulação” não era para ter acontecido. Esse recurso era pra ter ido direto ao Estado, ao IDAM, ou a própria SEDECTI. A flexibilidade na prestação de contas por parte da ONG deve ter sido o que prevaleceu. Deve ter sido a “triangulação visando a prestação de conta”.
No vídeo produzido pela SEMA, o próprio representante da ONG FAS fala claramente em “triangulação”: SEMA, ONG FAS e o banco alemão KfW.
Mas o que não é dito chama atenção: não se fala em valores, não se fala em quem realmente preserva, não se menciona o ZEE, nem o licenciamento ambiental, entre tantos outros pontos essenciais.
Também não sei se informaram aos alemães que o MPC já abriu investigação sobre esses R$ 75 milhões.
Enquanto isso, Eduardo Braga, Omar Aziz e Wilson Lima — parceiros desse modelo envolvendo ongueiros, SEMA e FAS — nada fizeram para defender o caboclo que, de fato, mantém a floresta em pé.
E quanto ao futuro? Se Roberto Cidade seguirá esse mesmo caminho, só o tempo dirá.
Seria o mínimo a SEMA disponibilizar a prestação de contas detalhada desses recursos do banco KfW. Transparência não deveria ser opcional.
Espero que o MPC avance, cobre e torne tudo público.
Porque, no fim das contas, soa estranho ver representantes de países que já devastaram suas florestas vindo aqui dar direcionamentos — com o aval de ongueiros e de ex-governantes.
Comigo não cola.
THOMAZ RURAL






