Opinião/Informação:
Sou amazonense, e esse representante não fala por mim nesse encontro. À frente da ONG FAS, ele lidera uma estrutura que já recebeu mais de R$ 500 milhões em recursos, sem transformar de forma proporcional a realidade de pobreza no interior do Amazonas. A atuação da organização é marcada por questionamentos sobre transparência, inclusive na chamada “assistência técnica de milhões”, como ele próprio afirmou na CPI das ONGs (vídeo abaixo). Sua trajetória também está associada a posições que dificultam o desenvolvimento sustentável da região, como no debate sobre o reasfaltamento da BR-319. Nunca demonstrou protagonismo em pautas estruturantes como o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) e ainda foi citado em apurações do Ministério Público Federal envolvendo crédito de carbono. Não é esse o tipo de voz que, na minha visão, deveria representar a Amazônia em um espaço como o Vaticano. O mundo precisa ouvir quem luta por dignidade real para o povo da floresta — e não quem administra grandes volumes de recursos sem resultados concretos na ponta. Esse não me representa no Vaticano. Acorda Amazonas!
THOMAZ RURAL




