Opinião/Informação:
Abaixo, minha opinião, contudo, o governador Wilson Lima ainda tem 10 meses para fazer a diferença:
Em 2018, quando participei da campanha do Wilson, esperava ver no Amazonas, em 2026, algo semelhante ao que observei recentemente no estado vizinho, o Pará (vídeo abaixo). Tenho várias restrições à gestão de Helder Barbalho, mas é inegável que ele conseguiu conduzir um processo político consistente, culminando em uma grande mobilização de desincompatibilização para disputar o Senado Federal — e hoje lidera as pesquisas com quase 50% das intenções de voto. Era esse tipo de construção que eu esperava de Wilson Lima. No entanto, houve erros importantes ao longo do caminho. Um dos primeiros foi o afastamento de Luiz Castro ouvindo quem não deveria. Outro equívoco foi dar ouvidos a setores ligados a ONGs que, na prática, travam o desenvolvimento e contribuem para o empobrecimento do nosso estado — uma postura semelhante à adotada por Eduardo Braga e Omar Aziz. Já temos 12 anos de ongueiros da FAS no comando da SEMA.
É um erro grave escutar grupos que se posicionam contra pautas estruturantes como a BR-319, o agronegócio e a mineração — ou seja, contra oportunidades concretas de geração de emprego e renda para o povo do Amazonas.
Eduardo Braga quase perdeu o Senado para Luiz Castro em uma disputa apertada, e deve enfrentar dificuldades novamente. Já Omar Aziz teve um desempenho fraco ao disputar o governo, terminando em quarto lugar, com cerca de 8% dos votos. Por sua vez, Wilson Lima optou por não se candidatar agora — decisão que, diante do desgaste acumulado por algumas escolhas, acabou sendo a mais prudente.
Ao comparar a mobilização política em Belém com o cenário em Manaus, fica evidente: quem quiser se fortalecer politicamente no Amazonas precisa se afastar de “estruturas” e ongueiros que vivem da captação de recursos, mas entregam poucos resultados concretos para a população.
E há ainda um ponto preocupante: o silêncio ensurdecedor de quem deveria se posicionar — especialmente de quem exerce influência em áreas estratégicas como a Compensa e na ALEAM. Só vejo o senador amazonense Plínio Valério atuando.
Por fim, vale destacar que essas mesmas ONGs já estão expandindo sua atuação para o Pará e outros estados. A diferença é que, por lá, Helder Barbalho demonstrou firmeza ao exonerar o secretário de meio ambiente. No Amazonas, até agora, nem Eduardo Braga, nem Omar Aziz, nem Wilson Lima tiveram essa mesma disposição, tiveram coragem. Só eles podem explicar os motivos, eu apenas imagino o que seja.
Será que David, Tadeu e Maria do Carmo também terão a rede ambalada por ongueiros e grupos que só pensam em si e esquecem quem preservou a floresta em pé? Nosso povo está mal na capital e no interior…
THOMAZ RURAL




Um comentário sobre “Qual a diferença entre Helder Barbalho e Wilson Lima que explica festa lá e silêncio aqui?”
Parabéns, amigo acertou no alvo, embora não tenha acertado a mosca. Faltou apenas acrescentar que o governador se preocupou em ser ideológico e nenhum um pouco pragmático e propositivo. Não foi capaz de apresentar um projeto que pudesse ter apoio financeiro do governo federal. E olha que teve um presidente de direita e outro de esquerda e com nenhum foi capaz de fazer algo marcante, o que mostra que o problema não foi político, mas de incompetência. Errei meu voto em 2018, mas não o de 2022.