Um Alerta à Nossa Cunhã: O Teatro da Miséria no Amazonas
Isabelle Nogueira, você que leva o orgulho do povo da floresta para o mundo, precisa estar atenta: a sua voz e a sua imagem são poderosas, e por isso mesmo, não podem ser usadas para mascarar uma realidade de abandono. É preciso conhecer a fundo o que acontece com o Bolsa Floresta para que a sua defesa do povo seja também uma barreira contra o uso político da nossa gente. Será que o brasileiro sabe que o caboclo que manteve a floresta em pé — para ele e para o mundo — recebeu apenas R$ 50 por mês por esse chamado “serviço ambiental”?
- Alcance Irrisório: Essa política, chamada de Bolsa Floresta, alcança menos de 1% dos nossos caboclos. É uma gota de assistência num oceano de necessidade.
- Congelamento Histórico: Mesmo com bilhões de reais vindos do exterior em nome da preservação, esse valor vergonhoso ficou congelado por 14 anos em R$ 50.
- Gestão Questionável: Esse dinheiro sai do caixa do Governo do Estado e vai parar nas mãos de uma ONG, enquanto o caboclo continua sem água tratada, sem energia, sem saúde e sem dignidade.
- Vitrine Internacional: O programa de “serviços ambientais” virou um palco para captar recursos nacionais e internacionais usando a imagem do homem da floresta, mas sem transformar, de fato, a vida de quem mais precisa.
A verdade é dura: o brasileiro não sabe. E se soubesse, não aceitaria.
Não aceitaria ver quem protege a floresta viver isolado, doente e passando necessidade, enquanto discursos bonitos sobre sustentabilidade circulam o mundo. Não aceitaria que a preservação ambiental, celebrada lá fora, aqui dentro se traduza em abandono.
Para completar o absurdo: até essa quantia mínima — que não chega nem a 1% dos que deveriam ser beneficiados — ainda sofre com atrasos frequentes no pagamento.
Isabelle, que sua força no Boi Garantido seja também a força da denúncia. O povo brasileiro precisa abrir os olhos e se indignar com esse teatro ambiental que impõe miséria a quem mais contribui com o planeta. Não permita que a sua imagem de guerreira sirva de cortina de fumaça para quem lucra com a pobreza do caboclo.
THOMAZ RURAL



2 comentários sobre “Será que a cunhã do meu Garantido, Isabelle Nogueira, sabe disso? Ela tinha apenas 15 anos quando tudo começou…”
Nunca li nenhum comentário tão simples, abrangente, realista e contundente, aqui abordado acerca da pilantragem, perpetrada no curso da angariação e repasse dessas verbas por essas ONGs. Não atingindo, jamais o alvo, que de fato precisa e necessita., o caboclo. Torço para que a “cunhã”, use a fala dela dando voz à tormenta do caboclo.
Parabén Thomás, por nos menter alerta em meio a tantas notícias fake.
Parabéns: fico feliz de saber que tem pessoas como você Thomaz, que nos defende.
Sou caboclo filho de Benjamim Constant, vim pra Capital fugindo do abandono, aqui descobri que não adianta fugir, a situação é a mesma, a final é tudo igual. Só pra dá exemplo, desde 2018 estou lutando para produzir uma ração orgânica para aves e até hoje não consegui, mas continuo sonhando.
Graças a Deus tenho a Dra. Sonha, me apoiando. Somente ela e sua equipe. Vamos chegar lá, assim espero.