Opinião/Informação:
Se tem uma posição que sempre procurei evitar é a do chamado “muro”. Não fico em cima dele. Ontem, após o anúncio de Wilson Lima de que permanecerá no governo até o fim do mandato, vi nas redes sociais uma movimentação política intensa, quase histérica. Posso até imaginar o que esteja acontecendo nos bastidores — e sei que muita coisa ainda pode mudar até 04/04 —, mas há algo que não mudou em mim: minha convicção. Para comandar o Amazonas a partir de 2027, entendo que o melhor nome hoje é o de Tadeu de Souza. É amazonense — e já está mais do que na hora de termos um governador raiz —, equilibrado, servidor público concursado em cargo que exige preparo, homem de família e alguém que sabe ouvir. Isso pesa. E pesa muito. Não tenho absolutamente nada contra a professora Maria do Carmo. Ao contrário: considero que uma construção conjunta poderia ser um caminho inteligente a ser pensado, se houver maturidade política para isso. David Almeida foi reeleito para um mandato de quatro anos. Ainda tem dois anos pela frente e pode, perfeitamente, aguardar 2030. Já Omar Aziz foi eleito para oito anos no Senado, tem mais quatro a cumprir e já governou o estado por dois mandatos. A partir de 2027, deverá exercer um papel central no Senado, especialmente se estiver na oposição. Experiência ele tem de sobra. E, se esse for o contexto, Omar será peça importante no Senado para fazer o que hoje desempenha com firmeza o senador Plínio Valério: não deixar passar nada que prejudique o Amazonas. O debate é legítimo. Mas, da minha parte, não há “mureta”. Há posição.
THOMAZ RURAL



