O Amazonas do bilhão e o Amazonas do barro: Onde está a dignidade?

Opinião/Informação:

É inadmissível aceitar que, em um estado que enterrou bilhões em uma ponte no lugar errado e em uma arena sem futebol, o produtor rural ainda seja condenado ao isolamento e à lama. Enquanto recursos públicos alimentam obras faraônicas e não prioritárias, o interior do Amazonas padece com estradas em condições desumanas e precárias, como vemos neste vídeo.

Não há lógica econômica ou social que justifique esse cenário:

  • Abandono Estrutural: Onde deveria passar a riqueza da nossa agropecuária, sobra descaso.
  • Dignidade Negada: Como diz o vídeo, o povo não quer luxo, quer dignidade para trabalhar, estudar e escoar sua produção.
  • Recursos Perdidos: Enquanto o governo foca no que não é prioridade, verbas internacionais destinadas a ONGs parecem se perder no caminho, sem nunca chegar à ponta, onde a vida acontece.

Até quando o suor do homem do campo será ignorado para sustentar monumentos ao desperdício? O Amazonas real precisa de estradas, não de promessas vazias.

Veja vídeo e diga se conhece esse local…

THOMAZ RURAL

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Um comentário sobre “O Amazonas do bilhão e o Amazonas do barro: Onde está a dignidade?

  • A sua matéria Thomaz, é oportuna e necessária. Ao contrapor o “Amazonas do bilhão” ao “Amazonas do barro”, ele nos convida a refletir sobre uma realidade que muitas vezes é ignorada nos discursos oficiais.
    Os números da economia podem crescer, investimentos podem ser anunciados e relatórios podem apontar avanços. Mas a verdadeira medida do desenvolvimento está nas condições de vida do povo, especialmente daqueles que produzem alimento e sustentam o interior do estado.
    A agricultura familiar e a pesca artesanal vivem exatamente nesse contraste. De um lado, somos fundamentais para a segurança alimentar e para a economia local. De outro, enfrentamos ramais intransitáveis, dificuldade de acesso ao crédito, burocracia excessiva e políticas públicas que nem sempre chegam com a mesma força às comunidades.
    O desenvolvimento que não inclui quem vive da terra e das águas é incompleto.
    O crescimento que não gera dignidade é apenas estatística.
    A reflexão proposta é válida porque nos lembra que desenvolvimento verdadeiro precisa ser socialmente justo, territorialmente equilibrado e humanamente responsável.
    O Amazonas precisa ser grande nos números, mas principalmente grande no cuidado com seu povo.
    Joceni Oliveira

    Resposta

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