Opinião/Informações:
Os dados mostram um retrato cruel: quem mora no Norte do Brasil morre, em média, quase uma década antes de quem vive no Sul e Sudeste. Não é só estatística — é ausência de saúde perto de casa, é saneamento que não chega, é prevenção que falha, é diagnóstico tardio, é estrada que não existe, é política pública que não se sustenta. A região que segura a floresta em pé, que presta serviços ambientais ao país e ao mundo, não pode continuar recebendo de volta desigualdade em forma de expectativa de vida menor. Preservar não pode ser sinônimo de abandono social. Isso não é debate ideológico. É um chamado por estrutura permanente: atenção básica forte no interior, saneamento, transporte sanitário, telemedicina que funcione, fixação de profissionais, vigilância em saúde e políticas de renda que permitam viver — e envelhecer — com dignidade. A floresta está de pé. Falta colocar de pé, de vez, o direito de quem vive nela. Não posso colocar só no colo do PT, no Estado, desde o governo Eduardo, passando pelo os do Omar, e agora os dois do Wilson, todos se calaram, silenciaram para ongueiros ambientalistas que levaram o Amazonas ao caos total. Qual será o governador que vai tirar esses ongueiros do poder?
THOMAZ RURAL


