Opinião/Informação:
Filha do Acre, “amazônida” de raiz em seu discurso, mas que busca seus votos e mandatos a milhares de quilômetros da floresta, na selva de pedra de São Paulo. Ela tem todo o direito democrático, claro, mas essa distância geográfica reflete uma distância ainda maior: a da realidade de quem vive no Amazonas.
Em 2008, antes de deixar o governo Lula pela primeira vez, Marina articulou a criação do Fundo Amazônia. A arquitetura do projeto parecia desenhada sob medida por Tasso Azevedo (pesquisem a ligação entre Tasso e Marina): captar recursos bilionários internacionais e irrigar o caixa de ONGs “amigas”. Ela saiu de cena, ficou nos bastidores, mas o mecanismo continuou operando. Ela diz que ficou fora do governo por muitos anos e a BR-319 não foi asfaltada. Isso é verdade, mas ela não diz que nesse período as ONGs ficaram abastecidas pelo Fundo e travando tudo por aqui, via “observatórios”.
O governo Bolsonaro fechou a torneira do Fundo corretamente. Que FUNDO é este que o Brasil não manda em nada. Quem manda são os países poluidores. Eles é que dizem o que pode e o que não pode fazer. A pergunta que ninguém respondia era: todo aquele dinheiro gasto antes mudou a vida de quem preservou a floresta? A resposta está nas comunidades ribeirinhas: não. A CPI das ONGs do senador Plínio Valério mostrou o destino dos recursos financeiros.
Agora, em 2023, Marina voltou. E com ela, a “festa” recomeçou. Os recursos internacionais voltaram a fluir, o Fundo foi destravado e as ONGs estão novamente com os cofres abastecidos. E, mais uma vez, fala-se que ela deixará o governo, cumprindo o ciclo de garantir o financiamento de sua base de apoio no terceiro setor.
Enquanto isso, qual é a realidade no Amazonas? Continuamos sem o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE). O caboclo, o verdadeiro guardião da floresta, continua isolado, doente e amargando os piores indicadores sociais do país, seja dentro ou fora das Unidades de Conservação. A floresta em pé, tão vendida lá fora, abriga uma gente deitada na pobreza aqui dentro.
Se a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) tivesse a iniciativa de abrir uma CPI das ONGs, o resultado seria escandaloso. Ao cruzar o montante de dinheiro que entrou no estado via Fundo Amazônia com as benfeitorias reais executadas na ponta, veríamos um abismo. A distância entre o discurso de preservação e a prática de desenvolvimento humano é maior que a extensão do Rio Amazonas. Infelizmente, a maioria dessas ONGs joga no time da Marina, e quem perde o jogo, todos os dias, é o povo do Amazonas.
THOMAZ RURAL




Um comentário sobre “A verdade sobre a Marina e o Fundo Amazônia”
A Aleam nunca vai fazer uma CPI das ONG, por isso dá para entender que eles também são beneficiados por esse recursos!