De quem conhece e vive essa área no Amazonas. Deveria ser lido pelo executivo, legislativo e judiciário…

Continua após a publicidade..

Opinião:

Hoje, recebi de um leitor do BLOG o relato abaixo. Ele não se identificou, mas como bate com meu pensamento, e vem, pelo visto, de gente que conhece da área ambiental do Amazonas, penso que servirá de reflexão para os tomadores de decisão, incluindo gestores, legislativo e judiciário.

Continua após a publicidade..

“…Quem tem fome tem pressa.
Sim, parafraseando o Presidente Lula começo esse comentário. Esse recado dado há mais de 20 anos, não tem sido entendido no estado do Amazonas. Muitos anos de política ambiental que desconsidera o princípio constitucional que todo cidadão tem direito à alimentação, pois insiste em pautas que, ao longo do tempo, se mostraram ineficientes para o desenvolvimento sustentável, pautas que agradam aos de fora, mas que não adicionam nada na vida do cidadão ribeirinho ou das nossas cidades. A pressa não combina com os fóruns intermináveis, com as viagens internacionais e com o palavreado desse povo. Nosso povo clama por soluções rápidas, 58% abaixo da linha da pobreza. Amazonas 2030 é muito longe. Porque não fazemos primeiro o dever de casa estruturando a política ambiental. O ZEE fica pra depois de 2030? O concurso do IPAAM idem? Temos pautas muito mais importantes pra dentro que não caminham e o resultado é o caos. Sabe quem ganha com isso? Não será quem precisa, e nem será o governo. Ganham as ONGs porque crescem devido a ausência de políticas do estado e ganham os Traficantes pelo mesmo motivo, preenchendo o buraco existente entre a fala bonita das conferências e o mundo real que o cidadão vive. Por que não resolver o crédito rural nas Unidades de Conservação? Por que não implantar a política florestal do estado que foi discutida e parou na SEMA? Por que não caminhar com a concessão de florestas públicas? Por que não digitalizar o Licenciamento Ambiental? Por que não se aproximar do setor produtivo ? Ah sei por que isso seria pra agora, e não agradaria a europeus e etc, isso reduziria os espaço das ONG e por fim isso ajudaria a vida das pessoas que mais precisam. Então penso que o nome do programa deveria ser Amazonas mais 30, pois será o tempo que perderemos com esse passo a passo. Lamento pois a fome tem pressa como iniciei e outras alternativas não muito nobres aparecerão e pela pressa o cidadão acaba se envolvendo e afundando nosso estado nesse caos de fome e desprezo com quem mais precisa…”
leitor do blog

THOMAZ RURAL

One thought on “De quem conhece e vive essa área no Amazonas. Deveria ser lido pelo executivo, legislativo e judiciário…

  • dezembro 10, 2023 em 2:58 pm
    Permalink

    Está dito e em palavras retas. Urge que se ponha recursos no que já foi falado por muitos, o que precisa ser feito no Amazonas já é consenso. Perguntem aos ribeirinhos, aos agricultores familiares, aos empreendedores rurais. Os instrumentos de políticas públicas, os órgãos de desenvolvimento, estão aí aguardando seriedade do poder público, vontade política, valorização do agente público, do produtor rural, do cidadão amazonense.

    Resposta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *



%d blogueiros gostam disto: