Afirmativa não é verdadeira, nega a ciência e trava outras atividades econômicas sustentáveis no Amazonas com 97% de florestas preservadas

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Opinião:

Atendendo convite de amigo (Valdelino) trabalhei na elaboração de propostas ao setor primário na campanha do candidato Eduardo Braga na disputa com o José Melo. Eleição que foi perdida.

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Depois, também atendendo convite de amigos (Petrucio, Luiz Castro e Merched) trabalhei na campanha vitoriosa do hoje governador Wilson Lima, onde foi possível fazer alguns resgates, algumas conquistas importantes ao AGRO do Amazonas, entre elas o Garantia Safra, a volta da EXPOAGRO, pagamento da subvenção em dia, lançamento de Planos Safras, Programa de Combate ao desperdício de alimentos, entre outros.

Acredito que ninguém conteste a privilegiada inteligência do hoje senador Eduardo Braga, mas não consigo entender a razão do posicionamento do senador de que acabando com a Zona Franca acaba a floresta. Sabemos da importância do modelo econômico e vamos lutar por ele até o fim, mas não é verdade que se ele acabar a floresta vai junto. Algumas considerações:

  1. Essa afirmativa do senador não é verdadeira;
  2. Essa afirmativa nega a ciência da Embrapa com centenas de tecnologias sustentáveis para o convívio harmônico entre produção e sustentabilidade. O ILPF é um dos inúmeros exemplos;
  3. Essa afirmativa trava, ainda mais, além do AGRO, todas as demais atividades econômicas sustentáveis;
  4. Essa afirmativa dificulta reduzir a pobreza que, em 2018, quando o Wilson assumiu era de quase 50%. Hoje já está em quase 60%;
  5. Existem fartos argumentos técnicos para defender o modelo;
  6. A ZFM nasceu em 1967, eu tinha apenas 5 anos, hoje tenho 60;
  7. Em 56 anos de ZFM não conseguimos interiorizar o desenvolvimento, nem por isso o caboclo desempregado, e que vive na miséria, desmatou;
  8. Em 56 anos, a ZFM não empregou todos da capital nem gerou emprego no interior;
  9. Mesmo assim, temos hoje 97% de florestas intactas;
  10. O pouco que foi desmatado no Amazonas de ilegal, o ex-superintendente da PF no Amazonas já disse que foi o crime organizado o maior responsável, enraizado de várias formas (no Youtube tem vídeo). Se esse crime não for combatido, e não o produtor rural, vamos continuar perdendo floresta;
  11. Ou seja, não foi o caboclo desempregado e vivendo na miséria que desmatou;
  12. Repito, temos 97% de florestas intactas mesmo sem a ZFM ter chegado no interior nesses 56 anos;
  13. Em 1967, o modelo nasceu para incentivar o AGRO, COMÉRCIO e INDÚSTRIA. O AGRO foi esquecido e no comércio perdemos a venda de importados. Nem assim a floresta foi desmatada;
  14. O Amazonas tem 4 milhões de habitantes, metade no interior. Com quase 60% com fome está mais do que evidente que temos SIM que ter outros modelos econômicos para ajudar a ZFM.

Recentemente, até divulguei neste espaço, teve editorial do jornal OGLOBO dando sinais de que o Brasil já entendeu que esse argumento não é verdadeiro. Então, vamos focar na justa e fundamentada defesa técnica, mas defendendo todos os demais modelos econômicos sustentáveis que já existem, alguns em prática em vários países poluidores, mas que aqui estão travados.

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THOMAZ RURAL

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