É assustador mais um relato na CPI das ONGs. Agora do IMAZOM, IPÊ não foi. Igual a FAS, também não revelou o salário…

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BRASÍLIA. A diretora executiva da ONG Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Ritaumaria Pereira, admitiu em depoimento á CPI das ONGs a prática de integrantes e fundadores da instituição sairem para prestar consultorias a preços exorbitantes pagos com recursos de doações milionárias inclusive do Fundo Amazônia . Admitiu também que fundos internacionais financiam a producão de estudos e dados que são repassados ao Ministério Públicos e secretarias do Meio Ambiente para embasar decisões e políticas de meio ambiente. Não só isso. O procurador do Ministério Público Federal Ubiratan Cazetta, integra o conselho fiscal da Imazon.

Como o dirigente da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgilio Viana, a dirigente do Imazon também se negou a revelar o seu salário durante seu depoimento. Na sessão de hoje o presidente da CPI, Plínio Valério (PSDB_ AM) anunciou que será encaminhado requerimento de pedido de informações ao Banco Central sobre a entrada de recursos externos para ONGs no País. Além do Fundo Amazônia, o Imazon é financiado por fundos bilionários para monitorar a região mais rica do Planeta com satélites próprios, desconsiderando o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Os maiores financiadores do Imazon são o governo da Noruega, Gordon and Betty Moore Foundation, U.S Forest Service Internacional Programs e The Open Society Foundation de George Soros.

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A movimentação de recursos doados beneficiando dirigentes das ONGs ficou comprovada com a descoberta da CPI das ONGs. É o caso de Adalberto Veríssimo , sócio fundador do Imazon e Brenda Brito do Carmo , ex diretora executiva . Os dois, como outros ex-dirigentes, saíram dos quadros do Imazon e hoje são pesquisadores associados, prestando consultorias a peso de ouro com a temática fortalecimento de gestão ambiental da Amazônia , pagas com recursos captados no Brasil e no exterior, como o Fundo Amazônia, que já abasteceu a ONG com R$30 milhões.

_ Essas pessoas se tornaram pesquisadores sêniores, se tornaram pessoas que a gente não consegue segurar em nosso quadro, principalmente por custos que a gente não consegue manter _ justificou Ritaumaria Pereira.

_ No caso da Sra. Brenda, ela deixou de ser remunerada, não sei, por R$10, R$15, R$40 mil, para prestar um serviço e o que Imazon pagou mais de meio milhão pra ela. Não tinha dinheiro para pagá-la, mas tinha dinheiro pra contratá-la e pagar como um todo? _ Questionou o presidente Plínio Valério.

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A americana ClimateWorks Foundation, com atuação global, doou R$1.010 milhão para a Imazon financiar monitoramento e produção de estudos e dados a serem repassados para o Ministério Público estadual e secretarias do meio ambientes para embasar decisões na região sobre meio ambiente. A diretora do Imazon revelou, inclusive , que um procurador do Ministério Público Federal, Ubiratan Cazetta, integra o conselho fiscal do Imazon.

_ Nós temos ações de cooperação técnica com o Ministério Público em que nós geramos dados e informações, fazemos treinamento _ confirmou Ritaumaria Pereira.

Outro caso considerado grave , segundo dados de relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) foi um desembolso de R$12.1 milhões do Fundo Amazônia. Com destinação genérica de desenvolvimento de políticas de prevenção e controle do desmatamento na Amazônia, o Imazon teria gasto R$1.682.300,00 milhão com seu pessoal e para a realização de cursos de 24 horas para capacitar 152 técnicos ao custo de R$11.067,76 por cada aluno, com R$8,583,00 a hora aula . O cuzto da hora aula da Escola Nacional de Administração, Enap, é de R$177,00. Com 7 cursos superfaturados o Imazon teria gasto R$206.000,00 por dia dos recursos do Fundo Amazônia.

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Relator ad hoc, o senador Styvenson Valentin (Podemos-RN) questionou a dirigente do Imazon sobre a continuidade da miserabilidade dos povos que habitam a Amazônia apesar dos milhões captados por ONGs de associações internacionais, de empresas privadas, do BNDES, de Fundo Amazônia. Ela respondeu que isso é responsabilidade do poder público.

_ O que, de concreto, realmente mudou na vida dessas pessoas? Acabou a miserabilidade? _ perguntou Styvenson.

Não acabou , senador respondeu Ritaumaria Pereira.

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IMAZON

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