Afirmar na imprensa nacional “…que só agora os produtores do AM começaram a se comprometer com pautas como preservação ambiental…” é inaceitável. Gol contra no estado que tem 97% preservado e contou com a ajuda de produtores rurais.

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Opinião:

Na condição de amazonense, ciente de que o atual governo recebeu o estado com 50% na pobreza em 2018, e que hoje já estamos batendo na porta de 60% dos amazonenses que não terão o que comer, NÃO posso deixar de comentar, dar minha opinião sobre essa manifestação do comandante da SEMA desde 2019, antes colaborador da FAS. Essa matéria está em jornal de circulação NACIONAL, no VALOR ECONÔMICO, junto com a opinião dos demais secretários de meio ambiente da região.

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  • Já visito a EMBRAPA há bastante tempo, o atual secretário foi só em outubro do ano passado, portanto, essa frase de que “aumentar a produção de forma sustentável é POSSÍVEL” nós já sabemos faz décadas, nada de novo nessa afirmativa;
  • Dizer que “…só agora os produtores começaram a se comprometer com pautas como preservação ambiental...” é um absurdo, pois o próprio secretário afirma que temos 97% da floresta intacta. É falta de respeito com os produtores rurais responsáveis do Amazonas;
  • O ex superintendente da PF no Amazonas já afirmou quem verdadeiramente desmata na região. Com 97% preservado no Amazonas é muita injustiça dizer que “…só agora os produtores começaram a se comprometer com pautas como preservação ambiental…”.
  • O secretário fala em “…se comprometer com a pauta ambiental...”, mas não fez grande esforço e ainda não se comprometeu nos quatro anos de gestão para a pauta ambiental chamada ZEE. Eu 2019, estive em seu gabinete para tratar do ZEE a pedido do governador Wilson Lima e do secretário Petrucio. Era promessa de campanha, ele não estava, não sabia, mas nada fez até agora!
  • É até brincadeira o secretário falar que o produtor vai poder ter “acesso ao crédito” no Amazonas. Isso não é verdade! Se ele tivesse ido no CADAAM na semana passada teria visto os números apresentados por BB, BASA e AFEAM no crédito rural e o travamento existentes;
  • Ele fala em “compra pública“, mas quantas vezes já esteve na ADS, CONAB, SEPROR e SEDUC com esse objetivo. Sei que não é pauta direta de sua pasta, mas quando toca no assunto em entrevista nacional deveria falar só do que conhece. Se fosse às reuniões ou visitar os órgãos acima citados sobre esse tema, saberia que não está nada bem, nem a PGPMBio (extrativismo) tem andado por aqui. Deixamos de usar vários milhões do orçamento federal do ano passado. Nem Pronaf’s agroecológicos andam por aqui;
  • Quando fala nos projetos de bioecnomia e dos milhões (R$ 130 milhões) é sempre jogando para o futuro, no caso da entrevista, falou “…próximos dois anos…“. Quem tem salário até pode esperar, mas quem não tem?
  • O maior dos absurdos foi ir na direção contrária ao que disse o governador no auditório da FIEAM, reunião do CODAM, onde também não estava, quando o governador Wilson Lima disse que o crédito de carbono só é para as futuras gerações. O governador está correto, crédito de carbono é para outras gerações, assim diz os Estados Unidos, assim diz o assessor do atual ministro da agricultura, mas a SEMA passa a impressão que é pra ontem;
  • Nem tocou em ZEE do Amazonas, que é uma política ambiental;
  • Observem a frase dos outros secretários…bem mais dentro da realidade...”infraestrutura, menos burocracia, agricultura familiar, baixo carbono”;

Se eu fosse assessor do governador Wilson Lima recomendaria estudar a união da SEMA com a SEPROR. Essa distância está travando o Amazonas, mas ficar no comando da nova SDE (Secretaria de Desenvolvimento Econômico) a SEPROR, que entende de renda digna ao homem do campo. Só a obrigatoriedade do diálogo, entre SEMA e SEPROR, que não existe como deveria, já iríamos avançar MUITO.

O governador abriu corretamente a caixa preta da dura vida no Amazonas em Washington, e o secretário tenta, nas páginas do VALOR, fechar essa caixa preta dando a impressão que tudo está as mil maravilhas por aqui, não toca no ZEE, nem nos 60% que passam fome e fala nos R$ 130 milhões em bioeconomia jogando para os “próximo dois anos“. É sempre jogando para frente!

Assim ninguém vira a chave,

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Respeito quem pensa diferente, o blog tem espaço para comentários, além das mídias do instagram e facebook.

Parabéns aos demais secretários de meio ambiente que não deixaram de fora temas que também travam o Amazonas, mas foram ignorados pelo nosso representante.

THOMAZ RURAL

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