As lições que o Amazonas pode tirar dessa matéria e reduzir a pobreza

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Opinião:

O lado positivo dessa notícia é que o MILHO produzido em outros estados passa pelo Amazonas antes de chegar a outros países e, também, estados de outras regiões.

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Isso demonstra que o Amazonas, precisamente o Porto Graneleiro de Itacoatiara, de empresa privada, mas que teve apoio do estado tempos atrás, é passagem estratégica para os grãos produzidos principalmente em Mato Grosso.

A pergunta que sempre fica no AR, e já faz tempo, no mínimo duas décadas que acompanho mais de perto, é qual a razão de não produzir quantidade suficiente de MILHO, e também de SOJA, para atender, PELO MENOS, a nossa demanda?

Algumas considerações:

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  • Esse milho da matéria não é do AMAZONAS, mas boa parte ou quase tudo de Mato Grosso;
  • A produção do Amazonas corresponde a menos de 0,02% do que é produzido no Brasil;
  • No mesmo Bioma, o Pará produz 88 vezes mais do que o AM;
  • Rondônia produz 100 vezes do que o AM;
  • Mato Grosso produz 3.100 vezes mais do que o Amazonas;

Outras considerações:

  • Não temos o ZEE, ficamos atirando, sem enxergar nada, para todos os lugares. Área ambiental do Amazonas comandada há mais de 10 anos por doutores oriundos da FAS não priorizaram essa pauta. Até o Acre da Ministra do Meio Ambiente já tem desde 2010. Roraima finalizou ano passado com ajuda de doutores da UFAM que aguardam uma chance de comandar a área ambiental do Amazonas;
  • Abaixo, destaco trabalho do IDAM/SEPROR construído no início da gestão do governador Wilson Lima, gestão da dona Eda Oliva, definindo as 21 cadeias produtivas prioritárias (foto abaixo);
  • Aos desavisados, observem que SOJA não é em todo o Amazonas, apenas em dois municípios do Sul do Amazonas. Acho até pode em outros municípios, além de Manicoré e Humaitá, mas precisamos do ZEE;
  • Quanto ao milho e feijão, o trabalho do IDAM/SEPROR identificou 7 municípios em vermelho, no MAPA do AM;

O que nos travam:

  • Área ambiental não fez o ZEE;
  • Área ambiental não usa a tecnologia para agilizar o licenciamento ambiental, apenas para multar;
  • Esse travamento impede o acesso ao financiamento rural de algumas atividades, perdemos milhões para estados vizinhos do mesmo bioma;
  • Área ambiental distante do setor produtivo, até parece que os objetivos são contrários, mas não são;
  • Penso que o governo precisa avaliar a UNIÃO da SEMA e da SEPROR em uma única e poderosa secretaria;
  • Com o gestor sendo do setor produtivo, pois temos 97% preservado, mas 60% com fome, então fica claro que precisamos de pessoas, de gestores sensíveis com o ser humano e que conheçam projetos com renda digna;
  • No último CADAAM, o presidente da FAEA fez uma pergunta direta aos agentes financeiros. Disse que existem linhas de financiamento que não exigem a licença e a regularização fundiária. Nem assim evoluímos como queremos e necessitamos. Os agentes, após a pergunta, concordaram com o Muni, e, nesse caso, jogaram no colo do IDAM o entrave, na ausência de projetos. Nesse caso, é preciso avaliar os números do IDAM e outras vertentes;
  • Se alguém tiver dúvida das travas impostas ao nosso AGRO, em especial no SUL, perguntem de quem plantou e ainda está por lá o que aconteceu na primeira década de 2000, ou melhor, entre 2003 e 2010;

Por fim, se o milho de MATO GROSSO passa por aqui para exportação. Pelo menos temos que produzir no Amazonas para atender a demanda local desse insumo importantíssimo para garantir nossa soberania e segurança alimentar e nutricional.

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Primeiro o ZEE que a área ambiental não quer fazer e vem enrolando os governadores da “Compensa” desde 2003. Em junho passado, no lançamento do Plano Safra, diferente dos outros governadores, o Wilson Lima cobrou publicamente de seus assessores a execução do ZEE. Isso nem entrava em pauta…

THOMAZ RURAL

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