Comentário sobre a tentativa de resgatar a produção extrativa de borracha no Amazonas

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Está surgindo mais uma tentativa de ampliar a produção extrativa de borracha no Amazonas. De reabrir a usina de Iranbuba e de produzir o primeiro “pneu verde”. Ótima iniciativa, antes tarde do que nunca. Vamos torcer que não seja só mais uma tentativa, e que remunere dignamente o extrativista. Alguns caminhos que sugiro:

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  • É lógico que dá para começar sem o ZEE, mas o ZEE não pode parar. De olho na área ambiental para não continuar enrolando, já foram 20 anos, até o Acre da ministra de meio ambiente já tem desde 2010. Com o ZEE toda e qualquer ação vai ter segurança jurídica e FOCO nos potenciais identificados nas regiões;
  • Ter a Embrapa, o pesquisador Everton Rabelo sempre ao lado. É quem mais conhece do assunto no MUNDO;
  • Total transparência e agilidade no pagamento das subvenções federal e estadual. Na PGPMBio tem que cobrar do governo federal o Plus adicional financeiro pelos serviços ambientais. Hojé só paga o custo de produção, é muito injusto:
  • Tornar adimplente junto a AFEAM os grupos formais que trabalham com a borracha. Eles precisam de capital de giro para pagar logo o extrativista, como já aconteceu no passado. Tem uma nova Lei Federal garantindo a renegociação das dívidas (postei ontem). AFEAM poderia avaliar, adaptar e aplicar no AM;
  • Pagamento direto na conta do extrativista, sem intermediário. Todo canto tem agência lotérica, nada impede esse pagamento direto. Tirar de tempo os presidentes de grupos formais que são atravessadores de luxo;
  • Penso que o PAA Formação de Estoque do governo federal deve voltar, mas borracha não é alimento, então, o apoio da AFEAM será fundamental, mas sem deixar de cobrar o Governo Federal para o formação de estoque atender não alimentos, pois é desse extrativismo que muitos seringueiros se alimentam;

Abaixo, matéria do governo sobre a recente visita…

THOMAZ RURAL

https://www.amazonas.am.gov.br/governo-do-estado-apoia-reestruturacao-da-cadeia-produtiva-da-borracha-no-amazonas/

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O secretário de Estado de Produção Rural (Sepror), Petrucio Magalhães Júnior, junto à comitiva da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), liderada pelo titular da pasta, Pauderney Avelino, visitaram, na terça-feira (25/04), uma das instalações da fábrica de borracha natural do Grupo Rubberon, localizada na rodovia AM-070, quilômetro 8, em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus).

Na ocasião, os secretários reforçaram o compromisso do Governo do Amazonas de apoiar a reestruturação e estimular a retomada da cadeia produtiva da borracha nativa, extrativista, de forma sustentável.

Petrucio Magalhães Júnior afirma que o Governo vai apoiar as entidades, associações, empresas privadas interessadas em investir no setor produtivo, visando promover o aumento do preço da borracha e a ampliação da qualidade da borracha nativa do Amazonas. “O Governo vai garantir, junto com a iniciativa privada, um valor justo, que fará com que o extrativista tenha dignidade, e que ele possa sustentar sua família”, ressalta.

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Entre os projetos apresentados pelo grupo Rubberon, está a reativação da usina de borracha natural, situada em Iranduba, para incentivar a retomada do ciclo da borracha, em parceria com o Governo do Amazonas. A finalidade é que a empresa possa produzir o primeiro “Pneu verde” em Manaus, por meio da extração da borracha natural, de forma sustentável, com a intenção de conservar a floresta.

“Com a chegada dessas indústrias pneumáticas de duas rodas, existe uma demanda e uma necessidade grande pela borracha natural. E com o apoio do Governo e da Prefeitura, vamos reativar esse ciclo, valorizando o produtor rural, mostrando que ele vai conseguir vender o látex e, principalmente, vai receber um valor justo pelo produto”, relata o presidente da Rubberon, Marcos Garcia.

Fábrica Michelin

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No dia 17 de abril, a comitiva da Sepror e Sedecti, acompanhados pelo vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, também puderam conhecer todo o processo na produção de pneus e projetos sustentáveis socioambientais da empresa Michelin, localizada na rodovia AM-010, quilômetro 22.

O secretário da Sedecti, Pauderney Avelino, destacou que somente nas fábricas de pneus de motocicletas e bicicletas, a demanda anual de produção de borracha gira em torno de 2,5 mil toneladas.

“Não tem como avançarmos sem a parceria privada. E de mãos dadas com o Governo do Estado podemos avançar, atrair seringueiros para voltar a produzir e, assim, desenvolver nosso interior, com atividades legais e uma alternativa viável de geração de renda”, explicou Pauderney Avelino.

Investimentos

Em 2020 e 2021, a Sepror entregou 600 kits seringueiros aos municípios de Lábrea, Manicoré, Canutama, Carauari e Itacoatiara. E em 2023, foram destinados mais 160 kits, para Lábrea, Humaitá, Boca do Acre e Pauini. Além de cerca de 500 mil pagos de subvenção aos seringueiros pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS).

Dentro das ações estruturantes do Plano Safra 23/24, serão investidos mais de R$ 800 mil em recursos, para aquisição de materiais e equipamentos necessários para a extração de látex.

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