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Essa questão de recompor o estoque público de alimento do governo federal é mais um assunto que devemos descer do palanque para analisar da melhor forma e ajudar quem mais precisa COMER. Quem tem renda digna pode se virar…o foco aqui é o baixo salário, o pequeno produtor e os desempregados. Ficam botando culpa no governo A ou B esquecendo que esse estoque público já vem desaparecendo há muitos governos por uma questão chamada MERCADO, preço pago ao PRODUTOR que não necessita do governo intervir.
- O estoque do açúcar acabou em 2014;
- O estoque do café acabou em 2015;
- O estoque da farinha de mandioca acabou em 2016;
- O estoque do trigo acabou em 2013;
- O estoque público do arroz acabou em 2015, mas já vinha caindo desde 2011;
- O estoque público de milho já vem caindo faz tempo, desde 2009, sempre venho alertando, e agora praticamente zerado. Nessa questão do milho, o governo Bolsonaro, através da MP do milho, vem comprando algum estoque no mercado (pequeno) para não deixar parar o Vendas em Balcão (mas com preço alto);
Abaixo, os gráficos confirmam os itens de 1 a 6.
Não é um assunto simples de ser resolvido, mas o foco deve ser a população de baixa renda, os que não tem o que comer e os estados que ainda não produzem alimentos para atender a demanda interna, principalmente por travas ambientais para preservar a saúde do planeta, como o Amazonas.
Se não tivéssemos corrupção tudo estaria resolvido.
- Quem não tem o que comer MESMO, não dá pra esperar fazer estoque público, e nem se sabe se consegue fazer, pois não é simples;
- No item 1, espero que não optem por cestas básicas, leva muito tempo entre a licitação e a chegada na ponta, em especial no Amazonas continental. Tem custo de frete. Aqui deve ser o valor financeiro da cesta em dinheiro direto nas agências lotéricas da CAIXA pra movimentar a economia do interior;
- Como o foco é o pequeno produtor e o consumidor de baixo renda, é urgente fortalecer o PAA/CDS, PAA/CDAF PAA/FORMAÇÃO DE ESTOQUE e PAA/Leite (que o Norte ainda não tem). O PAA/CDAF deve ter seus preços reajustados, e a volta da compra do pescado no Amazonas em momentos de safra;
- No Vendas em Balcão, é urgente a volta do subsídio, pois comprar milho no mercado e vender no mesmo valor não ajuda muito;
- Tem que verificar a ajuda que é dada, o incentivo para a exportação, mas com muito cuidado (renúncia fiscal);
- Aumentar o valor do preço, contrato de opção, também podem ser saídas, mas demandam estudo e tempo.
THOMAZ RURAL










