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Dados do IBGE e da SEDECTI confirmaram que o PIB do setor agropecuário do Amazonas passou de R$ 4,9 bilhões em 2019 para R$ 5,1 bilhões em 2020. Um crescimento de 2,9% maior do que o de 2019. Itacoatiara (R$ 426,9 milhões e fatia de 8,35%), Manacapuru (R$ 386,7 milhões e 7,56%) e Parintins (R$ 297,5 milhões e 5,82%) lideraram o ranking. O produto de maior relevância foi a mandioca, com 30,10% na cesta do setor, sendo que a oferta veio principalmente de Manacapuru (18,14%), Tefé (11,91%) e Manicoré (7,77%).
É evidente que o aumento maior do PIB veio da indústria e de serviços, por razões que já conhecemos, pois nosso setor não era visto, não era enxergado.
Quando a área ambiental resolver não mais atrapalhar para fazer o ZEE, agilizar o licenciamento ambiental do produtor rural para destravar o acesso ao recurso mais barato do mundo, o do Pronaf (como acontece no resto do país) certamente vamos ter avanços muito mais expressivos e extremamente necessários já que sabemos que o modelo econômico do PIM/ZFM não interioriza o desenvolvimento.
Não tenho nenhuma dúvida que esse avanço, embora pequeno, pelos motivos acima, e em ano de pandemia, vieram da maior presença do governo estadual do setor primário e da execução de algumas ações executados no âmbito do Plano Safra.
Para quem ainda não sabe, o Plano Safra, tanto federal quanto estadual, é um documento norteador das ações, nem tudo é executado, mas em nosso estado, já temos um documento para fazer ajustes, inclusões e exclusões. Isso ajuda no planejamento.
Parabéns aos guerreiros produtores e ao governo estadual pela proximidade e resgastes de conquistas do AGRO familiar e empresarial que adormeciam na “compensa”.
Ainda estamos muito distante do ideal, mas se forem feitas as mudanças necessárias e constantes do documento entregue por OCB, FETAGRI e FAEA certamente teremos avanços muito maiores.
THOMAZ RURAL



