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Eu já venho avisando há muitos e muitos anos!
Sem o ZEE (Zoneamento Econômico Ecológico) não vamos avançar no acesso ao crédito rural do PRONAF (veja quadro do BANCO CENTRAL abaixo), onde temos enquadrados 95% dos nossos produtores rurais. Lembrando que o crédito do PRONAF é para produzir alimentos (convencionais, orgânicos e agroecológicos) garantindo a segurança alimentar e nutricional da família do produtor e vender o excedente da produção familiar. Só em 2022, foram aplicado 42 bilhões no Brasil, ficamos com 0,08% desse valor, apenas 37 milhões, ficamos em 25° lugar no país.
Atendendo pedido do governador Wilson Lima e do secretário Petrucio estive, nos três primeiros meses do governo estadual (foto abaixo comprova), quando eu ainda estava na SEPROR, duas ou três vezes no gabinete do secretário estadual de meio ambiente para falar, exclusivamente, sobre o tema ZEE. Só lembrando, estive nos três primeiros meses do governador Wilson Lima tentando cumprir promessa de campanha e ciente de que o assunto era urgentíssimo, pois com o ZEE a vida de milhares de amazonenses seriam beneficiadas. Como fez o governo de Roraima.
Ratifico, abaixo, divulgo a foto em que apareço no gabinete do secretário de meio ambiente. Isso era 2019, nos três primeiros meses de governo, nos 100 dias.
Mas nada andou, ignorado, passou 2019, passou 2020, e em Março de 2021, o assunto ZEE passou para o comando da SEDECTI, a SEMA, que era a responsável até essa data, e não fez nada, passou a ficar em segundo plano de responsabilidade. Isso tá no decreto abaixo…
Chamo atenção para o Art. 2 do decreto, onde diz que o “…ZEE é instrumento da Política Nacional de Meio Ambiente (olha aí, política de MEIO AMBIENTE) datado de 10/07/2002 (viram o ano que isso começou, em 2002, estamos em 2022, 20 anos passados, e a área ambiental do Amazonas nada fez para andar esse indispensável e estratégico instrumento para movimentar a economia do estado).
É por isso que o ex-deputado, ex-secretário de produção rural, ex-presidente do IDAM, atualmente na SEDECTI, Valdenor Cardoso, disse em 2019, que “…os gestores nunca tiveram boa vontade com o ZEE….” Contudo, um dia desses formalizou ACT com um desses gestores. Já pedi, mas não recebi o plano de trabalho. Só recebi o ACT que vou divulgar brevemente, pois tem um detalhe que precisa ser explicado, é um ato de governo, tem que ser transparente. Não podemos conviver com 52% de pessoas na pobreza no Amazonas, e a ordem do governador é foco nas pessoas, a floresta já tem percentual elevadíssimo preservada no Amazonas (97%).
O resultado desse descaso está nos dados divulgados pelo Banco Central do Brasil (abaixo), onde, dos 42 bilhões aplicados no Pronaf em 2022, apenas insignificantes 0,08% vieram para o AMAZONAS. Aí explica o aumento da pobreza em nosso Estado. Sem ZEE, o licenciamento não anda, idem a regularização fundiária.
Só não enxerga quem não quer ver. Veja a origem dos gestores que ocuparam a pasta da área ambiental nos últimos 20 anos. Só eles podem explicar o motivo do descaso com o ZEE que já existe desde 2002. Conforme decreto federal, que é transcrito para o decreto estadual, trata-se de uma política nacional de MEIO AMBIENTEL. É fato que tiveram acertos, mas no ZEE a condução é nota ZERO, principalmente por saberem da importância para melhorar a vida das pessoas. Se tiverem dúvida, é só ler o discurso do governador de Roraima ao sancionar o ZEE de lá.
O governador de Roraima sancionou recentemente o ZEE de lá, porque aqui não anda? Qual a razão da falta de boa vontade levantada pelo Valdenor Cardoso?
O governador Wilson Lima afirmou em recente visita à sede da FAEA que vai fazer andar o ZEE neste segundo mandato, mas se não mudar algumas peças não irá conseguir, pois foi assim nos quatro primeiros anos, mesmo eu tendo ido pessoalmente na SEMA a seu pedido e do secretário Petrucio, afinal de contas, foi uma promessa de campanha que eu fiz o governador assinar quando o assessorava na campanha de 2018, e continuo defendendo o governo estadual diante dos acertos, que foram vários, em nosso setor primário nos últimos 4 anos, com resgates históricos. Sei que a SEMA acertou em alguns pontos, mas no ZEE (que era prioridade da prioridade não deu atenção).
É fácil perceber que alguns da área ambiental não gostam de falar sobre o ZEE no Amazonas. Nem nos recentes eventos e entrevistas esse instrumento é mencionado. Estranho né!
É o estado mais preservado do mundo, menina dos olhos do MUNDO, e não querem saber de um zoneamento que é da política nacional de meio ambiente, que vai mostrar o que é econômico e ecológico em nosso estado, que vai direcionar nossas ações.
Repito, só não enxerga quem não quer ver…
Abaixo, disponibilizo link com o governador de Roraima sancionando o ZEE ….com ajuda de amazonenses da UFAM.
THOMAZ RURAL




