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Ontem, mostrei que tem R$ 42 milhões disponíveis no orçamento para o extrativismo, incluindo nosso Amazonas. Tudo dentro da política chamada PGPMBio, tudo orgânico, tudo agroecológico.
Dos R$ 8 milhões já pagos este ano (2022), os extrativistas do Amazonas ficaram com insignificantes 0,38% dos 8 milhões.
Apenas 68 extrativistas do Amazona beneficiados, equivalente a 1,38% do total.
Em Apuí, apenas 01 extrativista beneficiado.
Como o evento promovido pelo IDESAM tinha como foco “negócios sustentáveis“, penso que esses números devem ter sido discutidos nos dois dias.
Afinal, PGPMBio é negócio sustentável mais simples que conheço, para quem preserva a floresta. Tem orçamento, mas nosso desempenho é imoral. Querem “investimentos”, querem novamente o “Fundo Amazônia”, mas tem 42 milhões e nem ligam. Qual a razão? Será porque esse recurso vai direto para a conta do grupo formal ou do extrativista? Não sei!
O evento também fala em “investimento”, mas a PGPMBio já tem orçamento/recurso e não anda por aqui. Negar que não existe ou não conhece essa política não é verdade, ela foi criado no governo do PT no ano de 2009, 13 anos atrás. Sempre divulguei quando estava na CONAB, e faço até hoje.
Se a Conab esteve lá, e se esses números foram apresentados e debatidos, é só me mostrar que faço o devido registro neste espaço.
Fazer um grande evento de “negócios” que envolve povos e comunidades tradicionais, mas esquecer o que já existe há 13 anos, sendo uma ferramenta de extrema necessidade para levar renda digna e justa ao guardião da floresta. Aliás, nem é tão digna assim porque não remunera os serviços ambientais. Será que isso foi pauta no evento do Studio 5? Se não foi, faltou assessoria ou tinham outras intenções.
Mais uma vez, volto a defender que recurso do FUNDO AMAZÔNIA não pode mais ser da forma como foi liberado no passado. Tem que cobrar metas humanas, quantos guardiões colocarão dinheiro digno no BOLSO, afinal de contas, tem 52% no Amazonas na pobreza.
Pensar em “novos negócios” com coisa simples que não andam desde 2009, e que só precisa de uma DAP e uma NF praticamente parado é inaceitável.
Abaixo, dados que estão no site da CONAB.
THOMAZ RURAL







