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Mais um quadro extraído do site da CONAB. Observem que em 2022, já estamos em fim de novembro, quase dezembro, e a PGPMBio tem R$ 42 milhões de orçamento disponível.
Vou traduzir PGPMBio para quem adora falar que a salvação é a BIOECONOMIA.
Pois é, PGPMBio significa Politica de Garantia de Preços Mínimos da SOCIOBIODIVERSIDADE, ou seja, política para o EXTRATIVISMO. É fato que a operacionalização é responsabilidade da CONAB, e certamente tem culpa na baixa operacionalização com tantos produtos da floresta pagos abaixo do preço mínimo.
Lembro que essa política nasceu em 2009, 13 anos atrás, no governo do PT.
Contudo, um grande acerto do governo Bolsonaro foi travar o FUNDO AMAZÔNIA porque, com exceção da FVA (piaçava) e OPAN (pirarucu) não vi uma ONG se esforçando para essa política de geração de renda chegar no extrativista. O quadro que divulgo mostra, em 2022, com destaque em azul, 42 milhões disponíveis.
Com a volta do FUNDO AMAZÔNIA os recursos devem ir direto para a conta do extrativista ou para os órgãos federais, estado ou município. Recurso para ONG só após a CPI do senador Plínio Valério para sabermos quem recebeu no passado, o que fez e quanto foi para o bolso do extrativista, do guardião da floresta. Já chega de consultorias, seminários, congressos, encontro de lideranças, palestras e marketing contrário aos interesses da economia do estado.
O espaço está aberto para a ONG que, sem papo, fez chegar a subvenção federal da PGPMBio na ponta. Os números do Amazonas são péssimos, eu tenho, vou divulgar.
A ADS, que paga a subvenção estadual, tem que andar lado a lado com a Conab, como fez no passado.
Vi na mídia que está sendo realizado evento no Studio 5 que trata de “negócios”, “trocas”, “relacionamento” e “celebração”. Será que chamaram a Conab para conhecer o desempenho do “negócio” mais simples para beneficiar o guardião da floresta que é pagar a subvenção federal da PGPMBio que precisa apenas de NF e DAP?
Será que a liderança indígena presente ao evento cobrou a subvenção federal dos seus irmãos pescadores/manejadores do pirarucu (que eu lutei para incluir na subvenção federal) que até hoje o governo federal não pagou?
Ou será que alguém da organização lembrou a liderança para cobrar o governo federal? Pelo que sei, mais de um milhão pendente, venderam abaixo do custo de produção…
THOMAZ RURAL





