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O quadro abaixo está no site oficial da CONAB. Refere-se à PGPMBio, Política de Garantia de Preços Mínimos da SOCIOBIODIVERSIDADE, aquela que existe desde 2009 e paga a subvenção federal quando o produto do extrativismo é negociado abaixo do preço mínimo fixado pelo governo federal.
Pois é, entre 2016 e 2021, o Amazonas deixou de utilizar 71 milhões para o EXTRATIVISTA. Agora, em 2022, o gráfico mostra que tem 48 milhões disponíveis no orçamento. Já estamos em SETEMBRO.
Por onde andam as ONGs que estão no Amazonas atuando com o povo extrativista? Não venham dizer que não conhecem essa política, pois eu mesmo, por várias vezes, esforcei ao máximo para levar essa informação, e a Conab, depois da minha gestão, também fez o mesmo.
Eu não estou falando de 50 reais do Bolsa Miséria, estou falando de 119 milhões para o EXTRATIVISMO, o EXTRATIVISTA, aquele que MANTEVE A FLORESTA EM PÉ.
Não estou falando de produtor de soja, que tem que existir e ser apoiado, mas estou falando aos ambientalistas que perdemos 71 milhões para o bolso do extrativista, e em 2022 tem 48 milhões a disposição.
Só em 2020, o gráfico mostra, que o orçamento estourou, e nesse ano vários manejadores do pirarucu ficaram sem receber a subvenção que EU iniciei e lutei até o fim para conseguir incluir na PGPMBio. Lógico que com vários apoios, mas quase NENHUM apoio das ONGs.
Volto a repetir, não tem que ser mais direcionado recurso a ONG, tem que ser direto na “veia” do extrativista, para a Conab aumentar as pernas e junto com o estado chegar nesses extrativistas.
Depender dessas entidades (excluo a OPAN e FVA, pois já vi esforço nessa direção) é perpetuar a miséria e a pobreza no Amazonas.
Vamos em frente!
Que a nova ALEAM seja mais atuante na próxima legislatura.
THOMAZ RURAL



