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Sei que a responsabilidade de aplicação da PGPMBio é da Conab, mas também sei que a Conab já participou de vários eventos convocadas por ONGs do Amazonas para conhecer essa política e, logicamente, pensando colocar em prática nas áreas em que essas ONGs atuam. Também sei que várias dessas ONGs receberam recursos para melhorar a vida desses extrativistas, mas os números oficiais que estão no site da Conab são vergonhosos e mostram que esses recursos recebidos pelas ONGs não foram para reforçar o bolso do defensor da Floresta, ou melhor, não focaram em viabilizar que as boas políticas de geração de renda fossem parar no bolso do extrativista. É o caso que ora apresento.
Os parlamentares que defendem CPI para saber o que, quanto e quais ONGs receberam recursos internacionais e o que fizeram com esse dinheiro, estão corretos e é preciso sair urgentemente, antes de qualquer nova liberação de recursos.
Essa excelente política de preço mínimo (embora tenha ajuste a ser feito) nasceu em 2009, no governo do PT, mas as ONGs pouco ou nada fizeram para colocar em prática, não focaram nas pessoas, apenas ficaram em bonitos discursos, consultorias, grupos de trabalho, seminários, encontros de lideranças, congressos e quem sabe para pagamento de salários de diretorias e NADA de geração de renda aos responsáveis pelos 97% de floresta intacta. E olha que nessas ONGs deve ter muita gente do PT, mas se limitaram aos discursos deixando milhares de extrativistas desamparados de tal política apesar de terem ciência desses bons programas criados no governo do PT. Se voltarem ao poder, que esses membros das ONGs apliquem os recursos NAS PESSOAS, e que o governo federal reforce e faça ajustes nessas políticas e programas, sem repetir o inaceitável e vergonhoso desvio de bilhões de recursos públicos que deixou milhões sem educação, saúde, segurança e com fome.
Vejam os inaceitáveis números do Amazonas, com recurso disponível no antigo e no atual governo. Só em um ano foi utilizado todo o orçamento da PGPMBio.
De 101 milhões aplicados desde 2016, apenas 2,5 milhões Amazonas. Menos de 3% do total no Amazonas. Observem o número de extrativistas beneficiados em 7 anos, apenas 1.455, ou seja, 207 extrativistas por ano.
Tem ou não que ter CPI na ALEAM? Lógico que sim!
O Estado mais preservado do MUNDO com várias ONGs atuando e só atingirmos 3% do valor disponibilizado pelo governo federal é inaceitável!
Exemplo: Em 7 anos, apenas 96 piaçaveiros foram beneficiados com a subvenção federal. 13 extrativistas por ano, e todos recebendo abaixo do preço mínimo, igual acontece com o pirarucu de manejo e outros produtos da sociobio.
Das ONGs que aparecem do Observatório da BR-319, somente o CNS, OPAN e FVA vi esforço focado na RENDA dessa populacão, e não somente na FLORESTA, no âmbito da PGPMBio. Se tem mais, o espaço está disponível para divulgar. É só mandar ao e-mail ou whatsapp.
E olha que a PGPMBIO é extrativismo puro.
É preciso urgente saber quem é quem no Amazonas que tem 97% preservado e metade passando fome.
Os números mostram que a questão ambiental com 97% preservada tá resolvida, não precisa mais de ACT e afins para outros objetivos que não sejam o de colocar dinheiro no bolso de quem defendeu e defende corretamente a floresta em pé.
THOMAZ RURAL
Logo abaixo, em azul, o saldo do orçamento que não foi UTILIZADO no Brasil do extrativismo. Apenas em 2020 foi todo usado. Em 2022, temos 48 milhões disponíveis até agora. Estamos falando de milhões de uma política do governo federal para o EXTRATIVISMO que desperdiçamos. Percebo que quando o dinheiro é direto no bolso do extrativismo o interesse não é o mesmo…uma pena!






