O ex-deputado estadual Angelus Figueira (DC) tomou posse nesta quarta-feira (13) como secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti). A cerimônia foi presidida pelo governador do Amazonas, Wilson Lima e ocorreu na sede do governo. O secretário executivo de Gestão Estratégica é o Valdenor Cardoso, o parintinense Bolacha.
Angelus Figueira, 71, assume a Sedecti com o compromisso de estabelecer novas estratégias para o desenvolvimento econômico do Estado que vão agregar uma gestão ampliada e aumento das atividades produtivas, que incluem o fortalecimento do Polo Industrial de Manaus (PIM) e da produção rural do interior do Estado.
“É com este espírito que nós chegamos à esta secretaria. Junto a equipe altamente qualificada que existe na Sedecti, queremos agregar ao trabalho que já vem sendo liderado pelo governador do Amazonas, Wilson Lima. E, por sua orientação, um dos setores que vamos trabalhar muito é a inovação e a tecnologia ”, justificou o secretário.
Amazonense de Manaus, Angelus Figueira é engenheiro civil formado pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), foi deputado estadual duas vezes e quatro vezes prefeito de Manacapuru, interior do Estado.
Tem experiência em aerofotogrametria, é agricultor, empresário, especialista em genética e biotecnologia animal.
Trabalha com melhoramento genético tanto para produção de carne, quanto para produção de leite, sendo reconhecido no Brasil e em toda América do Sul.
Angelus Figueira tem perfil visionário, incentiva o setor primário e novos vetores que possam fortalecer a matriz econômica do Amazonas.
Foto: Miguel Almeida/SEAS

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, quer alternativas econômicas para o Estado que promovam a produção de cacau e incentivem a agricultura familiar. O assunto foi discutido nesta terça-feira (12), pelo titular da Sedecti, Angelus Figueira, o secretário executivo de Gestão Estratégica da pasta, Valdenor Cardoso e o diretor da Comissão Executiva do Plano da Cacaueira (CEPLAC), Waldeck Araújo, além do diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente, o diretor-administrativo do Ipaam, Luiz Andrade, dos representantes do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Admilson Mota e Anecilene Buzaglo, e do deputado estadual Tony Medeiros (PL).
“O cacau é um dos produtos com maior potencial de geração de renda para as comunidades ribeirinhas e tradicionais do Amazonas. O governador do Amazonas entende que é possível termos uma produção sustentável e econômica para nossas populações. E isso pode dar-se por meio do cacau, como também com o café, a borracha, a castanha. São muitas as possibilidades. Temos tecnologia e inovação para isso”, avaliou Figueira.
Segundo o diretor da CEPLAC, apesar da expansão da cacauicultura para áreas não tradicionais do Brasil, o país necessita aumentar em 50% sua capacidade de produção que tem um déficit de 50 mil toneladas.
“Nossa reunião já era para ter acontecido há mais tempo, mas a pandemia atrapalhou muito o nosso programa de viagens. A ideia é tirar o máximo proveito desta estação experimental em acordo de cooperação com o governo do Amazonas, com o Idam e que a gente possa usar esta estação em prol do desenvolvimento da cacauicultura no Estado”, contou Araújo.
Na opinião do diretor-presidente do Ipaam, Juliano Valente, a proposta da CEPLAC enfatiza alternativas ambientais para a regeneração florestal que veem ao encontro da política do Instituto sobre reestruturação de áreas degradadas.
“O Ipaam sempre pesquisou junto a Embrapa, Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), alternativas de regeneração de áreas degradadas. A proposta da CEPLAC vem a contento, porque é uma das alternativas de cultura para se usar em áreas degradadas que se dá por meio da plantação do cacau, do açaí, que eles ajudam a recuperar as áreas de acordo com uma metodologia própria. E isso para o Amazonas, para o órgão ambiental é importantíssimo. Essa proposta trazida agora pelo secretário Angelus Figueira, vem exatamente no sentido de você buscar as alternativas necessárias. E essa é uma delas. Então, o Estado abraça essa alternativa como sendo uma das possibilidades e saída para recuperação de áreas degradada”, defendeu Valente.
Cultura do cacau
De acordo com Idam, o cacau é originário da Região Amazônica e, desde o século XVII, vem sendo cultivado como um produto agrícola, racionalmente explorado com a implantação de áreas cultivadas, melhoramento genético e produção de mudas.
Em meados do século XVIII, o cacau foi levado para o sul da Bahia, onde a cultura se expandiu, sendo hoje a principal região produtora, com 62% da produção nacional, seguida pelos estados da Região Norte, com 34%, e os outros estados com os 4% restantes.
O Amazonas produz cerca de duas mil toneladas de cacau. O Pará é o maior produtor nacional, seguido pela Bahia.
CEPLAC
A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) é um órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, atua em seis estados do Brasil: Bahia, Espírito Santo, Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso.
A instituição completou este ano, 65 anos de pesquisa e tecnologia para o cacau brasileiro.


