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Os dados que divulguei na postagem de ontem sobre o péssimo acesso dos produtores rurais do Amazonas ao PRONAF gerou alguns comentários, os quais divulgo abaixo.
Ressalto que os dados foram extraídos do site do Banco Central do Brasil e, na minha opinião, que segue o dito pelos agentes financeiros operadores, a regularização fundiária e o licenciamento ambiental continuam sendo os maiores obstáculos para avançarmos. Com o fortalecimento do IDAM com os concursados já existe cooperação para a apresentação de mais projetos, mas podem ser travados nesses dois itens, e não na inadimplência.
Só irei me convencer que não é mais utopia quando souber do número de demandas e o que efetivamente tem sido feito tanta na regularização fundiária quanto no licenciamento ambiental (demanda X atendimento X prazo).
Com relação a inadimplência posso afirmar, diante de fonte que consultei hoje, que no Amazonas temos apenas 4 municípios com problemas de inadimplência e nem em todas as linhas. Portanto, falar em inadimplência do FNO como trava ao crédito rural é utopia nos dias de hoje, mas existiu no passado.
Ainda não tenho filiação a nenhum partido, mas terei até a data limite, mas não votei em Bolsonaro nem no Haddad, e penso que não votarei de novo. Portanto, ainda não tenho lado, mas terei, o que é natural e saudável.
Defendo o governo Wilson Lima nos resgates históricos e na implementação de programas que outras gestões não fizeram, mas na questão fundiária e licenciamento ambiental está igual a época do Eduardo Braga, passando por Omar, Melo, David, Amazonino. Avanços inexpressivos que não mudam a realidade econômica do interior. Reconheço que o grande feito na primeira gestão do Eduardo Braga foi trazer a SEPROR de volta, pleito da FAEA naquela altura, pois anteriormente tinham desestruturado o setor, nem secretaria tinha. Ser gestor ou amigo é também apontar o que não está correto do próprio governo, e não só bater palmas.
Mas regularização fundiária e licenciamento ambiental continuam sim sendo utopia para a maioria dos produtores rurais, mas se os números que eu tiver acesso mostrarem ao contrário eu mesmo divulgarei aqui e pedirei desculpas se tiver errado. Os números do Banco Central mostram que o entrave continua e vem desde 2000.
Ao longo de duas décadas as palavras mais ouvidas nas reuniões do setor primário foram regularização fundiária e licenciamento ambiental, e continuam até hoje.
Se tem uma “desculpa” que pedirei com o maior prazer será saber que a regularização fundiária virou utopia no Amazonas.
Espero que esteja errado…
THOMAZ RURAL



