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Com a enrolação de décadas da SEMA (Secretaria de Meio Ambiente) em não avançar no ZEE (Zoneamento Econômico Ecológico), com a utopia de avanços na regularização fundiária e a lentidão e falta de uso de tecnologias no licenciamento ambiental, o setor primário do Amazonas continua andando com o freio de mão puxado e, por esse motivo, continua amargando os últimos lugares no acesso ao bilhões do Pronaf.
Dados do Banco Central do Brasil (abaixo) apontam que, em 2021, dos R$ 39 bilhões aplicados no Brasil, ficamos com apenas 0,08% desse recurso, ou seja, apenas 29 milhões.
Rondônia aplicou 69 vezes a mais que o Amazonas, e o Pará 28 vezes mais do que nosso estado. Estamos no mesmo bioma, como mesmo código florestal.
Nem os Pronaf´s agroecológicos andam por aqui. Qual a razão?
Isso vem desde o governo Fernando Henrique, e desde o governo Eduardo Braga até o governo Wilson Lima. Não adianta fechar termo de cooperação técnica com Basa, BB e Caixa se não destravarmos o problema interno. Não adianta a SEPROR fazer projetos para o produtor rural se trava na área fundiária e ambiental exigidas pelos agentes financeiros.
Nossa capilaridade está aumentando com a chegada do cooperativismo de crédito do SICREDI e SICOOB, mas esses bilhões precisam continuar sendo pautados na ALEAM e BANCADA FEDERAL para destravar os gargalos, pois o recurso é federal e não está chegando e temos muitos problemas fundiários na esfera federal.
Se temos o mesmo código florestal, qual a razão de em Rondônia aplicar R$ 2 bilhões, e aqui somente R$ 29 milhões.
O governador Wilson Lima atendendo produtores durante a EXPOAGRO 2019 (data do retorno da exposição e em seu gabinete que funcionou na Expoagro) alterou decreto e regularmente vem cobrando o ZEE, mas não andou, passou três anos parado na SEMA e agora foi para a SEDECTI. A quem interessa essa postergação de décadas?
Acompanho esses números do Banco Central do Brasil há quase 20 anos, e ciente de que esse recurso é para gerar emprego, renda, soberania e segurança alimentar confesso que incomoda demais esse nosso acesso de 0,08%.
Jamais perder a esperança, porque só o agronegócio familiar e empresarial interioriza o desenvolvimento do Amazonas, e um IDAM técnico na central e nas unidades locais é o caminho para essa mudança, mas antes tem o ZEE, RF e LA pra resolver.
THOMAZ RURAL



