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Os números são oficiais, levantados por técnicos especialistas da Conab (Amazonas e Brasília/matriz).
Em 2018, a produção de café no Amazonas saiu de 7 mil sacas para 75,2 mil sacas em 2021. A estimativa para 2022, até agora, está mantida em 75,2 mil toneladas (gráficos abaixo).
Em síntese, a produção de café no Amazonas aumentou 10 vezes nos últimos anos. Isso mostra que o agronegócio familiar e empresarial é altamente viável em nosso estado. Aliás, este setor já tem uma cooperativa forte no Rio Preto da Eva e uma indústria local que compra tudo.
Esse crescimento é fruto do envolvimento de muitas, muitas, muitas pessoas, em especial o agricultor que acredita no Amazonas, na ciência, nos pesquisadores e no apoio de órgãos e técnicos do poder público, entre eles o nosso IDAM, que integra o Sistema SEPROR, e a nossa EMBRAPA.
Reconhecimento especial ao guerreiro produtor rural que acredita no Amazonas e não quer ir para outro estado.
Só precisamos de união para destravar o ZEE, a regularização fundiária e o licenciamento ambiental. Não tenho dúvida que a AM-010, importante estrada para escoar essa produção de café, que também tem em Apuí, com apoio do IDESAM, vai ficar igual a AM-070.
Aliás, por falar em rodovia, assunto que ganhou força nas últimas semanas em decorrência da inauguração da bonita estrada que liga até Manacapuru, era muito melhor termos construído a ponte aqui no Encontro das Águas, para ligar à BR-319 e, logicamente, ao Brasil. Também erramos ao deixar construir a Arena num estado que não tinha, e ainda não tem (embora esteja melhorando) futebol . Era muito melhor ter deixado o Vivaldão e usado esse recurso (e não foi pouco) para asfaltar ramais e vicinais nos 62 municípios.
Respeito quem pensa diferente, mas é minha opinião que vivi e vivo o setor agropecuário do estado há muitos e muitos anos. Portanto, tenho que puxar a brasa para minha sardinha. Por falta da nossa união deixamos que grandes volumes de recursos fossem para obras que não eram tão vitais quanto asfaltar e recuperar rodovias, ramais e vicinais fundamentais para garantir a nossa soberania e segurar alimentar e nutricional, fundamentais para a saúde, educação e segurança.
Agora isso tudo é passado, as obras já estão aí, importante é que nossos números são crescentes na agropecuária, temos que continuar demandando governos (todos) com educação, respeito, fundamentação e reconhecimento aos que nos ajudam (nada de querer sair daqui pra outro estado, quem comeu jaraqui não sai mais daqui).
Vamos deixar pra “brigar” no bom sentido, “brigar” com ideias/propostas só três meses antes da eleição. É normal e necessário ter “lado”, mas com respeito, pois temos um único objetivo, ganhar dinheiro com a agropecuária, gerar emprego e diminuir a pobreza em nosso estado. O PIM/ZFM não interiorizou o desenvolvimento, só o nosso setor é capaz de fazer isso.
Um exemplo: a convite do Valdelino ajudei na construção de propostas para o Eduardo Braga na disputa com o Melo, mas perdeu. A convite do Luiz Castro e do Petrucio ajudei na construção de propostas para o setor primário para o Wilson e o Carlos quando nem se imaginava vitória, mas ganharam, e muita coisa está sendo colocada em prática das propostas que ajudamos a construir, e por isso o defendo. Acredito que o Eduardo e o Valdelino, se tivessem vencido do professor José Melo, teriam colocado em prática muita coisa que sugeri no plano de governo dele, mas, como já disse, perderam a eleição para o Melo, e o Wilson Lima, juntamente com outro amigo, o Petrucio, nos ouviu, ganhou, teve a possibilidade e vem fazendo resgastes históricos em três anos de governo. Que assim continue com o Wilson ou com quem assumir a “Compensa”. Todos nós teremos “lados”, mas nosso papel é apresentar ideias, propostas, cobrar, sempre com respeito, como sempre fez a FAEA, FETAGRI e OCB, que se unem, e apresentam documentos aos candidatos. Até debate já fizeram.
Nosso inimigo no Amazonas é a FOME e o DESEMPREGO, e não nossos amigos.
Vamos em frente!
THOMAZ RURAL





