Produção de grãos avança no Amazonas, mas se já tivéssemos o ZEE a soberania e a segurança alimentar teriam avanços expressivos no estado. Tem algo travando…

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Diante do revés que a safra de grãos no Sul do Amazonas sofreu 10 a 15 anos atrás (as razões quem é do setor sabe), e da retomada nos últimos anos, ainda vai demorar pra vermos nossa safra abastecer o mercado interno. Vários são os fatores, incluindo o mercado aquecido, pois todo produtor rural procura o maior preço para vender seu produto. Aqui não tem e nem é pra ter ou fazer doação, o produtor rural deve procurar quem paga mais.

Contudo, com bases nos dados oficiais que estão no site da Conab, os números do Amazonas são crescentes e animadores, mas poderiam avançar com maior rapidez se já tivéssemos o ZEE:

Em 2019, colhemos 38 mil toneladas de grãos (soja, arroz, feijão e milho)

Em 2020, colhemos 41,7 mil toneladas de grãos (soja, arroz, feijão e milho)

Em 2021, colhemos 54,7 mil toneladas de grãos (soja, arroz, feijão e milho)

Agora, para 2022, a Conab aponta, e o JC registra, a previsão é de 55,2 mil toneladas (matéria abaixo)

Como afirmou o presidente do órgão responsável pela ATER no Amazonas, Valdenor Cardoso, cultivo em “campos naturais” do sul do Amazonas.

Se já tivéssemos o ZEE, a regularização fundiária e o licenciamento ambiental ganhariam maior foco para atendimento, pois já identificaríamos as áreas apropriadas para todas as atividades econômicas e ecológicas e, com isso, o crédito rural seria agilizado, deixando de ocupar os últimos lugares nos bilhões do plano safra federal, reduziríamos a quase total dependência do modelo econômico do PIM/ZFM e, certamente, avançaríamos na soberania e na segurança alimentar e nutricional.

Queria entender qual a razão do ZEE não ter andado quando estava sob a responsabilidade da área ambiental nos governos passados, e no atual governo. Depois de três anos, a SEMA passou o ZEE para SEDECTI. Acompanhei e acompanho este assunto há anos, e sei que o atual governador, e outros também do passado cobraram, mas não andou MESMO.

Fica a impressão de que é melhor não conhecermos esse potencial ECONÔMICO ECOLÓGICO do estado na devida escala. É bom lembrar que o ZEE é aprovado pela ALEAM, então, qual a razão da ALEAM não pautar este assunto. Desconhecimento?

Temos que ser rápidos para amenizar a pobreza no interior, quem tem salário/remuneração/pro labore vai vivendo e viajando, mas quem não tem vai no lixão pegar frango enterrado corretamente pela ADAF (impróprio para o consumo) pra comer como aconteceu recentemente em Humaitá.

O ZEE já passou de ser URGENTE….aliás, pauta constante do documento conjunto entre FAEA, FETAGRI e OCB entregue a todos os candidatos ao governo nas últimos eleições.

O que mais me deixa perplexo é que pessoalmente participei de duas ou três reuniões na SEMA sobre este assunto nos três primeiros meses do atual governo, mas não andou mesmo. Lembro que dinheiro nunca foi problema nessas reuniões. Nem poderia ser pq qual país, qual fundo, não desejaria o zoneamento ecológico e também econômico do estado mais preservado do planeta.

Tem alguma coisa travando….

THOMAZ RURAL

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