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O acesso ao crédito rural por parte do produtor rural sempre foi difícil no Amazonas. Tem matéria na Gazeta Mercantil de 1999 (até já publiquei neste espaço) comentando sobre esse baixo acesso. As razões já sabemos: dimensão geográfica do estado, baixo número de agentes financeiros no interior (ação itinerante não resolve), falta de projetos (melhorou porque o IDAM foi estruturado graças ao Amazonino e Wilson que viabilizaram o concurso), regularização fundiária (federal e estadual) e o licenciamento ambiental. Além disso, sempre tivemos bancadas federais que nunca pautaram, nunca cobraram, ao longo de décadas (acho que duas), a aplicação desse recurso FEDERAL no Amazonas. É obrigação! Sabemos que esse recurso do PRONAF, bem aplicado, melhora a vida das pessoas, pessoas que elegeram deputados federais e senadores, portanto, com obrigação de tentar 24 h que os gargalos acima sejam superados.
Recentemente, a palavra da moda para defender o modelo econômico do PIM/ZFM, o “programa ZFM” é a BIOECONOMIA, defendida pela indústria, quanto pelas entidades ambientalistas. Ora, bioeconomia sempre existiu no Amazonas, só que não chegou no bolso de quem aqui vive. O “programa ZFM” não interiorizou o desenvolvimento. E as entidades ambientalistas, não são todas (a OPAN é uma exceção) não tem foco na renda das pessoas, apenas na floresta que tá 98% preservada. É só ver os números de pobreza do IBGE divulgado ao final de 2018, quase metade da população em vulnerabilidade social.
Quem vem falando em BIOECONOMIA será que sabe que existe o PRONAF BIOECONOMIA?
Será que sabe quanto foi aplicado no PRONAF BIOECONOMIA ano passado no Amazonas? Apesar de divulgar o quadro abaixo (dados do Banco Central do Brasil) já adianto que NENHUM CENTAVO em nosso estado.
Mas foi aplicado em 18 estados: RS, PR, SC, MG, SP, ES, RJ, BA, PE, PI, PB, AL, CE, MG, MT, GO, RO e PA.
Entendo que a questão ambiental aqui tá resolvida, pois temos mais de 98% preservado, e a fome de metade da população? Penso que essa não tá resolvida, então, é papel sim dos parlamentares federais (essa verba é federal), assim como das entidades ambientalistas cobrar das autoridades locais que aqui aconteça o que vem sendo implementado nos outros estados. Mas não vejo isso da atual bancada, nem das passadas. Apenas a assessoria do deputado Alberto Neto tem lido e procurado este BLOG e o parlamentar tem feito algumas intervenções, o que agradeço, mas não tem avançado, pois é preciso o que não temos, UNIÃO. Os números comprovam. Só a união vai nos dar força.
Em síntese, as “Compensas”, inclusive a municipal de Manaus, do passado não resolveram a questão do maior acesso do Amazonas ao crédito rural. A atual “Compensa” também não avançou no acesso ao crédito rural pelos motivos acima expostos, principalmente na agilidade das questões fundiárias (federal e estadual) e de licenciamento ambiental, mas a atual “Compensa” já fez resgastes históricos no setor primário que as outras não fizeram, e quem acompanha o que escrevo sabe quais são.
Agora, quanto ao acesso ao crédito rural, as “Compensas” que ficaram 20 ou mais anos no poder não resolveram o problema, nem a atual “Compensa”, que só tem três anos, ainda não avançou também nesse quesito, mas avançou em tudo que não depende da questão fundiária e ambiental, resgatou a EXPOAGRO, paga a subvenção em dia, vem combatendo o desperdício de alimentos, incluiu novos produtos na subvenção estadual, já aderiu ao Garantia Safra, já temos o ZARC, chamou os concursados (aqui também vai o reconhecimento ao Amazonino) entre outros. Outra coisa que as outras “compensas” não fizeram nem a atual, está ligada aos ajustes em alguns programas de comercialização do estado, e evitar nomeações meramente políticas para as gerências das unidades locais do IDAM (aqui tem culpa o legislativo também que sabe que o IDAM é um órgão técnico e faz recomendações sem critérios). Mas ainda tem um ano de governo, tenho esperança que as pendências de décadas que ainda persistem sejam equacionadas no quarto ano do atual governo. Pelos acertos, pelos resgates históricos, pela proximidade do setor primário, por ter um técnico no comando da SEPROR, continuo acreditando e defendo o atual governo, mas sempre lembrando, educadamente, sem ofender ninguém, o que ainda não foi feito, inclusive o ZEE que a SEMA postergou por três anos.
Agora, uma coisa é fato, nosso setor precisa de UNIÃO, e de maior participação da bancada federal ao setor agropecuário local.
Mais uma pauta para os conselhos CEAPO e CEDRS.
Abaixo, os dados PRONAF BIOECONOMIA
THOMAZ RURAL






