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Até agora não entendi a razão dessa pesquisa pra saber o ÓBVIO. Nosso estado tem 97% das florestas preservadas, então, tá evidente, que não só os manauaras, mas todos que vivem no Amazonas, sabem da importância da floresta em pé. Isso é indiscutível. Não conheço ninguém que defenda o desmatamento, acho até que 100%, e não 85,6%, são contra o desmatamento. Quem mora aqui sabe o valor de uma sombra.
A pesquisa encomendada tinha que ser outra, a pergunta aos 1.003 entrevistados tinha de ser outra. Por exemplo:
Por que o Amazonas com esses 97% preservado, de vital importância para o mundo, tem quase metade da população na pobreza? Você já foi beneficiado com algum centavo do crédito de carbono?
A impressão que fica com essa pesquisa, inclusive registrado na matéria, é que a intenção parece ter argumentos para a “criação de mais áreas de conservação“.
Antes de qualquer nova área, os manauaras precisam saber quanto tá sendo colocado todo mês no bolso de quem vive na floresta, nas unidades de conservação, no interior do estado. Os manauaras querem o igarapé que passa no Passeio do Mindu despoluído.
Os dados abaixo mostram que tudo que fizemos até agora não deu certo na capital e o interior, afina de contas, com toda essa riqueza ter metade da população na pobreza tem algo muito errado. Por isso concordo com senador Plinio Valério com a CPI das ONGs.
A matéria fala na “criação de projetos…atrelados aos benefícios da floresta…” Ora, falar em criar projetos quando nem a PGPMBio anda por aqui. Para os 1.003 manauaras entrevistados digo a eles que PGPMBio significa “Política de Garantia de Preços Mínimo da Sociobiodiversidade”, uma política criada no governo do PT, mantida pelo Bolsonaro, que é para gerar renda ao extrativista, sem derrubar uma folhar sequer.
Aqui seria bom encomendar uma entrevista para saber quantos foram beneficiados por essa política, incluindo as unidades de conservação, mas posso adiantar que a participação do Amazonas foi péssima, mesmo nossos extrativistas vendendo a produção/coleta abaixo do preço mínimo.
Seria bom encomendar uma pesquisa pra saber quantos PRONAF´s agroecológicos foram feitos no Amazonas?
Enquanto não tivermos respostas a essas perguntas, pesquisas nessa direção, já chega de criar novas áreas de conservação. Vamos começar despoluindo os igarapés de Manaus, prendendo os grileiros e madeireiros ilegais, e não os produtores rurais. Esses querem a regularização fundiária e o licenciamento ambiental para criar e plantar dentro dos 20% permitidos pelo código florestal.
Fico por aqui!
THOMAZ RURAL








