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Fico feliz quando vejo o governo estadual (Sistema SEPROR) investindo, apoiando em todas as etapas a atividade do MANEJO DO PIRARUCU nessa parceria entre o nosso IDAM e o Instituto Mamirauá. A inclusão do pirarucu de manejo para receber a subvenção estadual foi outro acerto do governador Wilson Lima, pois esses pescadores não estão recebendo remuneração justa no momento de comercializar a produção que acontece, na expressiva maioria da vezes, abaixo do custo de produção, do preço mínimo fixado do governo federal.
Por falar em subvenção, o governo federal deixou pendente, de acordo com informações, mais de um milhão em subvenção federal ao manejador do pirarucu já no primeiro ano que esse produto fez parte da lista. Um absurdo!
A Conab/AM tem a relação de todos esses pescadores/manejadores, por CPF, localidade, produção que deixaram de receber a subvenção federal. Esses manejadores protegem a floresta em pé, mas venderem a produção sustentável abaixo do custo de produção. Repito, é só solicitar da Conab que a Companhia tem o nome de todos eles, ou seja, de todos os manejadores. Das entidades que corretamente defendem a “floresta em pé”, nesse caso dos manejadores a única que vi, formalmente, defender o “homem em pé”, ou seja, o “manejador em pé” com a justa grana (R$) no bolso foi a OPAN (Operação Amazônia Nativa).
Vejo tantos países e pessoas corretamente defendendo a floresta em pé, mas ainda não tive conhecimento de nenhum país ou ONG ambientalista solicitando o CPF desses pescadores à Conab para que eles recebam, PELO MENOS, o valor correspondente ao CUSTO DE PRODUÇÃO, já que o governo federal já disse que não tem dinheiro pra pagar.
THOMAZ RURAL
O Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) estão promovendo o curso de Gestão Compartilhada dos Recursos Pesqueiros com foco no Manejo Participativo do Pirarucu, no município de Tefé (a 523 quilômetros de Manaus). A capacitação iniciou na segunda-feira (27/09) e segue até sexta (1º/10), na sede do IDSM no município.
O curso é voltado para técnicos do Idam do Médio Solimões e de outras regiões onde é praticado o manejo do pirarucu. A ideia é qualificar o corpo técnico para atuar na gestão de recursos pesqueiros, que envolvem etapas como organização de associações, leis de proteção ambiental, contagem de pirarucus, pesca, comercialização e principalmente avaliação do trabalho desenvolvido.
De acordo com o diretor-presidente do Idam, Valdenor Cardoso, a pesca do pirarucu manejado tem se configurado como uma atividade de grande importância econômica, social e ecológica no Amazonas. “Isso é resultado da parceria com as organizações sociais e órgãos do governo, que hoje demonstra uma situação de sustentabilidade efetiva da espécie do pirarucu”, pontuou.
Segundo Valdenor, o pirarucu já esteve na lista de extinção, e hoje apresenta resultados espetaculares, como o aumento do estoque de animais no ambiente natural, aumento da oferta para captura e oferta na alimentação para o mercado.
“O Idam não poderia ficar de fora desse processo, em que se pratica um extrativismo tecnificado com excelentes resultados. Estamos seguindo determinação do governador Wilson Lima na execução de ações para apoiar o pescador”, destacou.
Segundo a coordenadora do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, Ana Cláudia, o curso visa oferecer ferramentas para técnicos, analistas ambientais, gestores públicos e o pessoal que está disposto a assessorar um grupo de manejo, que já esteja nesse processo ou que pretende ingressar.
“Nosso objetivo é oferecer ferramentas metodológicas para essa abordagem, um olhar mais sensível à realidade das comunidades e uma reflexão sobre a influência de fatores internos e externos que influenciam no sucesso ou insucesso dessas iniciativas. A ideia dessas ferramentas é justamente aumentar a probabilidade de sucesso das iniciativas de manejo do pirarucu”, destacou Ana Cláudia.

Parceria – Na sexta-feira (1º/10), o Idam e o IDSM irão assinar o Termo de Cooperação Técnica para fortalecer a atividade na região. Essa capacitação é resultado da parceria entre os Institutos.
“Esse curso é uma das metas desse acordo, em que o IDSM vem qualificar nossos técnicos e nós teremos a missão de regularizar os pescadores manejadores com documentos emitidos pelo Idam, a exemplo do Cartão do Produtor Primário (CPP) e Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), assim como apoio na elaboração de projetos de crédito rural e responsabilidade técnica em algumas áreas de atuação do IDSM”, frisou Daniel Borges, engenheiro de pesca e gerente de Apoio à Aquicultura e Pesca do Idam.
O gerente destacou ainda que a missão é tornar os pescadores aptos a participarem de qualquer política pública destinada ao setor.
Participam da capacitação técnicos dos municípios de Tefé, Fonte Boa, Benjamin Constant, Tapauá, Lábrea, Maraã, Japurá, Alvarães, Uarini, Jutaí e Amaturá.





