Opinião do BLOG >
É evidente que ainda estamos bem distante dos grandes centros produtores agropecuários do Brasil, fruto, primeiramente, do foco exclusivo no modelo econômico do Polo Industrial de Manaus adotado pelos governos passados, e o quase total descaso e uso politico do nosso setor primário por esses governos, com raras exceções.
Agora, ver o nome dos nossos municípios nas Portarias do Ministério da Agricultura (agora do feijão caupi), depois de quase 20 anos, mostra o acerto do governador Wilson Lima em colocar um técnico no comando da SEPROR, e ouvir pessoas que tem um mínimo de conhecimento nessa área.
Eu escolhi essa foto para ilustrar esta postagem só pra mostrar o grau de complexidade que envolve nosso setor e o tão falado ZARC (Zoneamento Agrícola de Risco climático) que tanto eu falava há anos e que sempre era ignorado.
Os produtores do Brasil querem o ZARC, as instituições financeiras querem o ZARC das culturas, pois sabem os benefícios em termos de produção, produtividade e garantia do retorno financeiro. Aqui só entrou em pauta no atual governo.
Não posso ser injusto, quem me conhece sabe que há vários anos falava nisso, mas foi só o governador Wilson Lima que ouviu, e determinou ao Petrucio que dissesse ao governo federal que o Amazonas estava de porta aberta para essa ferramenta que tem a nossa EMBRAPA como principal executora.
Isso era pleito antigo da FAEA, FETAGRI e OCB.
Agora, é preciso debater essa ferramenta nos diferentes fóruns para que nosso produtor possa entender os seus benefícios, e, logicamente, destravar a questão ambiental e avançarmos no acesso ao crédito.
Quando vejo nosso Sistema SEPROR envolvido em assuntos técnicos complexos, mas benéficos principalmente ao acesso ao crédito, fico animado, pois sempre fomos lembrados apenas nas eleições, principalmente no uso das unidades locais do IDAM com algumas indicações que não fazem sentido (isso ainda é forte, mas continuo acreditando que o governador Wilson Lima vai por um fim nesses tipos de indicação, em comum acordo com a assembleia e prefeitos, de onde devem vir a maioria dos pedidos. Isso não é bom ao indicado sem vínculo com o setor, que tem sua imagem pessoal desgastada, muito menos ao Amazonas).
THOMAZ RURAL




