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O Ministério da Agricultura anunciou o novo PREÇO MÍNIMO das fibras de JUTA e MALVA para a safra do próximo ano, ou seja, safra que vai ser colhida em 2022.
O reajuste para a fibra embonecada foi de 16,94% sendo o novo preço de R$ 3,52 kg
O reajuste para a fibra prensada foi de R$ 15,89% sendo o novo preço de R$ 3,72 kg
Apesar do aumento, ainda entendo que a CONAB está devendo, e já faz tempo, o levantamento, em campo, dos custos de produção. Espero que para a safra 2023 esse trabalho já tenha sido executado, aliás, pleito que vem sendo defendido pela FAEA.
Também entendo que os prefeitos de municípios com potencial de produção de fibras, entre eles o de Parintins, assim como Manacapuru, tem que correr atrás de semente no vizinho Pará, não somente ficar esperando das indústrias e do governo do estado.
Tenho certeza que tem recurso no cofre para movimentar a economia do município através dessa CULTURA tradicional, com mercado garantido, preço mínimo federal e subvenção estadual.
Os vereadores desses municípios produtores de fibras tem que cobrar do executivo municipal, é inaceitável ficar só ficar esperando a doação do estado, pois isso significa geração de renda no interior. Se vier a doação do estado será muito bom, mas não se mexer para também ajudar a economia local é inaceitável.
THOMAZ RURAL








Um comentário sobre “Fibra de juta/malva embonecada tem aumento no preço mínimo, mas prefeitos precisam fazer sua parte…..”
A produção (fibras vegetais) tem mercado certo, isso é sabido por todos. A indústria absorve toda produção nacional e ainda precisa importar para atender a sua demanda. Os governos estaduais do Pará e do Amazonas concedem anualmente incentivos fiscais (abrindo mão de receitas de ICMS das indústrias) que são mais do que suficientes para o custeio da aquisição e distribuição de sementes de juta e de malva para a produção de matéria prima para a manutenção de sua atividade principal.
A renúncia fiscal pelo estado atinge diretamente os cofres dos municípios, que recebem um valor menor de FPM.
Por isso, parece injusto jogar mais esta responsabilidade para os municípios.
A produção de matéria prima é responsabilidade, sim, das indústrias, uma vez que seu objetivo final é a obtenção de lucros.