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Semana passada, vi no site do MAPA que a juta/malva estava na lista dos produtos amparados pelo PGPAF (Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar). Poucos conhecem esse instrumento no Amazonas, mas ele existe, é estratégico, tem ligação com a geração de renda, mas é pouco usado no Amazonas por ter seu uso, seu benefício, ligado a quem acessou o financiamento rural, o crédito rural.
Observei na lista publicada pelo MAPA no Diário Oficial da União que o preço de mercado da juta/malva estava abaixo do preço de referência, do preço mínimo. Um diferença muito pequena, apenas R$ 0,01 a menor, mas já daria direito ao juticultor de um bônus de 0,33% no momento de pagar o financiamento.
Além do benefício do bônus, esse valor abaixo do preço mínimo, se fosse maior, e se tivéssemos uma grande produção onde obrigaria o governo federal a fazer aquisição, a AGF, certamente teríamos problema, pois não temos estrutura de armazenagem. Os dois armazéns da Conab no Amazonas estão destinados para cestas de alimentos e ao Programa Vendas em Balcão que comercializa milho.
É só pra alertar nossa deficiência de armazenagem no momento. O governo federal deveria ampliar a capacidade estática na capital, em Manaus. Só mais um armazém de 3 mil toneladas já seria o suficiente. Tem área na regional do Amazonas para essa construção, ficaria ao lado dos dois armazéns já existentes.
É triste saber que toda a estrutura de armazenagem com secador de grãos montada em 1982 foi desativada em vários municípios. Isso tudo fruto do tratamento que nosso setor teve ao longo dessas décadas em que o olhar foi somente para o Polo Industrial de Manaus. Agora, é correr contra o tempo perdido, pois só o agronegócio familiar e empresarial tira o Amazonas da pobreza.
THOMAZ RURAL





Um comentário sobre “Preço da juta embonecada abaixo do mínimo nos faz lembrar que não temos armazém em Manaus”
Isso é retrato da falta de compromisso com os produtores por parte dos demais agentes da cadeia produtiva de juta/malva. Pedir ajuda governamental é fácil, mas praticar um preço justo pelo seu principal insumo parece ser uma ação fora dos planos da indústria.
As variações do dólar não impedem as importações, mas pelo menos pagar o preço mínimo pareve onerar por demais os compradores finais das fibras.