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Na última quinta-feira, o presidente da FAEA, Muni Lourenço, fez excelente defesa para que o programa de Vendas em Balcão volte a operar em benefício do criador rural. A defesa foi feita perante o ministério da economia, da agricultura, da direção da Conab e de várias federações ligadas à CNA. Tocou no baixo estoque público de milho que sinaliza o término do programa, da saída da atividade de vários criadores rurais e do alto preço. Mostrou que no Amazonas se pratica o maior preço, e que as vendas na primeira quinzena só atenderam 17 clientes.
Já falei desse encontro em outra postagem, e o próprio site da CNA registra esse encontro (abaixo disponibilizo os links).
Agora, entendo que os produtores rurais e respectivos grupos formais (associações e cooperativas) que questionam acertadamente esse inaceitável alto valor praticado precisam ir além dos comentários no facebook, whatsapp, instagram, entre outros. Esse questionamento tem que ser encaminhado, formalmente, para a Conab, MAPA e Ministério da Economia. Todos esses órgãos tem canal de comunicação aberto no próprio site. Além disso, esse pedidos FORMAIS devem ser encaminhados aos parlamentares e entidades que representam o setor. Isso fortalece nossa reivindicação.
Quando ainda na ativa na regional da Conab/AM passamos por problemas semelhante, em determinados momentos conseguimos sensibilizar a direção, em outros não. Mas sempre notei a ausência de pedidos FORMAIS (carta, ofício, atas de reuniões) do próprio produtor rural e sua associação ou cooperativa . O pleito quando vem da base ganha muito mais força.
Precisamos sair do individualismo, e ponderar formalmente, e em grupos, além das redes sociais, mas também diretamente aos órgãos envolvidos, seja física ou remotamente.
A tabela abaixo mostra o preço do milho da CONAB em todo o Brasil.
Nosso estado aparece, novamente, com o maior valor, ou seja, R$ 1,67 kg, equivalente a 100,20 a saca de 60 kg ou R$ 83,50 a saca de 50 kg.
Nosso setor precisa de mais união, sem briga, e com muita fundamentação e respeito nos pleitos. Temos argumentos sobrando, nem precisamos sequer aumentar o tom de voz para defender nossas reivindicações. Estamos no estado mais preservado do mundo, ou isso não é importante? Temos que fazer valer a floresta em pé, mas o homem também.
Juntos, a gente avança muito mais!
No caso do milho da Conab, só a MP que está tramitando pode impedir a paralisação do programa, mas penso que não resolve a questão do preço. O presidente Muni está, junto com a CNA, acompanhando a tramitação da MP cujo teor ainda não é conhecido em detalhes.
THOMAZ RURAL




