É preciso ir além de CESTAS e do SEGURO DEFESO ao pescador artesanal do AM

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A postagem do amigo Joceni, do Sindpesca do Manaquiri, me levou a fazer novamente a seguinte reflexão:

  • Inicialmente, deixo bem claro que Não sou contra as CESTAS de ALIMENTOS nem contra o SEGURO DEFESO em razão das condições de vida dos nossos  pescadores artesanais;
  • Contudo, não vejo na atual bancada federal, nem nas passadas, nenhuma outra alternativa econômica sendo buscada para os pescadores artesanais;
  • O foco continua quase que exclusivo no apadrinhamento da garantia do SEGURO  DEFESO em razão do retorno em milhares de votos. Nada contra, mas só isso entrar em pauta é falta de criatividade e de interesse em melhorar a vida desses pescadores de outra forma;
  • Com relação a CESTA DE ALIMENTOS sou contra essa entrega em PRODUTO em razão da complexa logística. O correto seria transformar o valor ($) da cesta em um crédito a ser depositado ao pescador para sacar na agência lotérica da sede municipal. Isso  movimentaria a economia (mercadinhos, supermercados, feiras) do próprio município. Esses produtos/alimentos sequer são comprados no Amazonas em razão da licitação (corretamente aberta a todo Brasil vencendo o menor preço). Em síntese, em vez de produto, defendo o pagamento do valor financeiro nas agências lotéricas. Fica livre da complexa logística e movimenta a economia do interior;
  • A cada dia nossos PEIXES ganham a gastronomia  mundial, mas o ganho financeiro não tem reflexo no bolso do pescador artesanal,  que é o principal ator desses bonitos pratos que são feitos no Brasil e em outros países;
  • Não vejo um olhar  especial no  bolso do pescador por parte dos nossos  parlamentares, seja  estadual ou federal, na questão que envolve a COMERCIALIZAÇÃO seja pública ou privada. Apenas o seguro defeso entra em pauta em razão dos VOTOS;
  • O maior símbolo do descaso com a COMERCIALIZAÇÃO que poderia gerar renda ao pescador artesanal é o TERMINAL PESQUEIRO DE MANAUS que nunca funcionou, nem inaugurou, apesar das dezenas audiências públicas. Diante da nossa incompetência, desunião e falta de interesse, corretamente o governo  federal vai colocar a venda ou algo similar;
  • Não vejo ninguém falar em preço mínimo para algumas espécies de peixes como forma de defender renda mínima ao pescador. Lutei quase sozinho  para incluir o pirarucu na PGPMBio, felizmente a deputada federal Conceição Sampaio apresentou  o PL que teve sucesso;
  • Não vejo ninguém cobrar a aplicação da PGPMBio do pirarucu no Amazonas;
  • Não vejo ninguém cobrar a inclusão do peixe ornamental nessa política;
  • Não vejo ninguém cobrar o PAA COMPRA DIRETA;
  • Não vejo ninguém cobrar o PAA FORMAÇÃO DE ESTOQUE para os grupos formais ligados ao setor pesqueiro;
  • Não vejo emenda parlamentar para beneficiar  o pescado em alguns municípios para agregar valor ao pescado e negociar com as compras públicas (criadas ao pescador artesanal e agricultor familiar)

É só seguro defeso, seguro defeso, seguro defeso, seguro  defeso, seguro defeso ….Uma  pena!

Quem perde? O pescador artesanal

THOMAZ RURAL

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