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Pela primeira vez vi um governador do estado tocar na questão ambiental e ser propositivo ao mesmo tempo no encontro com a presidência do BASA acompanhado do Petrucio, Flavio Antony e Marcos Vinicius.
Aliás, esse encontro com o BASA disponibilizando bilhões ao Amazonas acontece todo ano.
Tenho em meu arquivo fotos com todos os ex-governadores registrando os encontros, mas esse recurso financeiro nunca chegou ao bolso do nosso produtor rural no volume que tanto necessitamos. O motivo é simples: entraves na questão ambiental, entre outros.
O que aconteceu de diferente ontem, foi que nenhum outro governador foi tão claro quanto foi Wilson Lima no dia de ontem, aliás, nenhum outro governador sequer tocou em eventos dessa natureza (com instituições financeiras) que o produtor rural não acessa esse recurso, nem o da AFEAM, por entraves na dispensa e/ou licenciamento ambiental.
Parabéns governador, é expondo esse velho entrave que a gente pode avançar. Melhor ainda foi ler no site do governo a sua seguinte afirmativa. Disse o governador que ““…Um dos grandes entraves que esses pequenos produtores têm é com relação à licença ambiental. Nós estamos encaminhando uma mensagem à Assembleia Legislativa para que haja a flexibilização da licença ambiental nesse período, em que a gente enfrenta esse momento de calamidade em razão da pandemia, e isso vai facilitar o acesso ao crédito tanto no Basa quanto na AFEAM e em outras agências de banco de fomento”, explicou…”
É sempre bom lembrar que o próprio Banco da Amazônia, que novamente disponibiliza recurso ao nosso produtor rural, já disse claramente, inclusive através do superintendente André Vargas (evento na FIEAM), que a dispensa e/ou licença ambiental é o maior gargalo para esse dinheiro sair do cofre do Banco da Amazônia.
Agora o assunto vai entrar em pauta na ALEAM, e que a decisão tomada naquela casa, eleita pelo povo, eleita pelos 350 mil produtores rurais, vá além da pandemia, pois se estados vizinhos encontraram caminho com base no código florestal para a concessão do crédito rural, qual a razão do Amazonas não seguir esse caminho? Não defendo nada ilegal, nem poderia ser diferente, mas se aplicaram 31 BILHÕES ano passado no Brasil no PRONAF, qual a razão de termos aplicado apenas R$ 20 milhões no Amazonas (apenas 0,06% no AM). Penso que o código florestal é o mesmo. Já disse outras vezes, volto a repetir, nada contra qualquer órgão ou gestor (já vem de muito tempo), só não podemos é deixar de pautar esse assunto que vem impedindo o crescimento do agronegócio familiar e empresarial no Amazonas. Temos inteligência suficiente para superar essa entrave.
Aproveito para lembrar que o nosso ZEE na escala recomendada por órgãos técnicos precisa andar no Amazonas. Onde tá parado o ZEE? Essa ferramenta é de grande importância ao setor primário, inclusive para o ZARC que viabiliza acesso ao seguro rural.
Abaixo, link da matéria que detalha o evento entre o governo estadual e o Banco da Amazônia
THOMAZ RURAL



