Já temos no Amazonas CARNE SUÍNA com o Serviço de Inspeção Estadual (SIE-AM)

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Estive presente na inauguração do abatedouro do amigo Sarkis, ano passado, com a presença do governador Wilson Lima e do secretário Petrucio. Foi nos primeiros meses do atual governo.

Dias atrás, informado por ele, e também pela mídia do Sistema SEPROR/ADAF, vi que seu abatedouro teve o Serviço de Inspeção Estadual (SIE-AM) renovado. Isso significa que o produto que sai do abatedouro que fica na Fazenda Santa Terezinha é de qualidade, tem SEGURANÇA ALIMENTAR.

Agora, é nosso papel, dos CONSUMIDORES, procurar consumir carne suína de abatedouros com o SIE-AM. Esse serviço da ADAF concedido ao Abatedouro Frigorífico de Suíno FELISBERTO SARKIS é sinônimo de carne com SAÚDE.

É preciso uma ampla campanha publicitária para valorizar esses empreendimentos locais que já tem o SIE-AM.

Comer carne clandestina é risco para a nossa saúde. Nesse sentido, tem que intensificar a fiscalização para evitar esses tipos de abates fora da legislação, que gera logicamente a concorrência desleal. Mas a primeira fiscalização deveria ser orientativa, dando prazo ao criador para se regularizar, e oferecendo os financiamentos da AFEAM para bancar os ajustes na estrutura para o criador rural obter o SIE-AM.

Também entendo que as estruturas/empresas ligadas ao setor primário que já possuem o SIE-AM e que estão em ramais em condições precárias  deveriam estar entre as prioridades para a recuperação facilitando o acesso e logicamente a comercialização. Uma espécie de parceria público/privada para esse fim para não onerar 100% o cofre estadual. Lógico, se for possível esse caminho.

Outro gargalo que os criadores do Amazonas enfrentam é quanto ao custo da ração.  Uma queixa sempre constante do Sarkis. Aqui, a solução passa pelos programas da Conab, o Vendas em Balcão e nos Leilões, mas infelizmente nosso estado não vem tendo tratamento diferenciado pelo governo federal, mas deveria. O preço praticado por aqui é absurdamente elevado, e olha que o programa do governo federal tem em seu título a expressão  “SOCIAL de abastecimento”.  Faço ideia quanto seria esse preço se o programa não fosse SOCIAL. É papel da nossa bancada federal ajudar a FAEA que, praticamente sozinha, vem defendendo esse pleito ao nossos criadores rurais junto ao Ministério da Agricultura.

A produção local de grãos de milho e soja em nosso estado, apesar de crescente, ainda vai demorar muito para atender nossa demanda interna, nem podemos ter garantia que esse produto fique no Amazonas, pois o produtor vai negociar com quem pagar mais.

Abaixo, matéria divulgada pela assessoria de imprensa da ADAF…

THOMAZ RURAL

 

 

 

O Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), vinculada à Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), renovou, nesta terça-feira (22/12), o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) do segundo abatedouro de suínos do Estado. Localizado na Fazenda Santa Terezinha (quilômetro 15 da BR-174), o empreendimento, inaugurado em janeiro de 2019, retomou as atividades e garantiu a certificação que atesta o cumprimento das diretrizes da legislação sanitária na produção e beneficiamento dos alimentos de origem animal.

Com capacidade de abater 200 animais por dia, o estabelecimento vai comercializar carcaça, pé, orelha, rabo e costela dos animais. O local realiza o ciclo completo do abate, iniciando na pocilga, que recebe animais de diversas propriedades que trabalham com suinocultura. Em seguida os suínos são encaminhados à linha de abate, depois para a câmara de resfriamento e, por fim, para a distribuição.

“O que eu gosto de mostrar é que aqui é realmente o ciclo completo, que ele nasceu e abateu, tudo dentro das leis ambientais e também sanitárias. Porque não é interessante você fazer uma propriedade muito bonita se a parte sanitária, que é mais importante, que é da inspeção, que cobre toda a cadeia de produção, se não tiver a inspeção, você não é nada. Então foi isso que eu busquei”, ressaltou o proprietário do abatedouro, Felisberto Sarkis.

Em 2020 a Adaf renovou o SIE de 45 empreendimentos que trabalham com produtos de origem animal. Todos os estabelecimentos registrados devem ser renovados anualmente, sob pena de ter as atividades suspensas até que sejam sanadas as pendências administrativas.

“Nosso trabalho vem para garantir a saúde dos alimentos que vão chegar até a mesa do consumidor final. A Adaf, como órgão competente do Estado, atua em toda a cadeia de produção de alimentos de origem animal, desde suínos, bovinos, pescado, leite e mel”, destacou Jeffison Ferreira, coordenador de abatedouros da Adaf.

Segurança alimentar – A Adaf certifica, ainda, empresas especializadas em produtos regionais; produtos cárneos, leites e derivados; abatedouros de bovídeos, aves e jacarés; queijarias artesanais; entrepostos de ovos, de carne e de pescado; além de fábricas de laticínios, tanto na capital quanto no interior.

Atualmente há 167 estabelecimentos com SIE ativo no Amazonas. O registro aplica-se aos produtos de origem animal destinados ao comércio nos limites do estado. O selo garante que os produtos estão dentro dos padrões higiênico-sanitários previstos na legislação, agregando valor ao produto final, garantindo a segurança alimentar e atestando a qualidade junto ao consumidor.

FOTOS: Bruno Zanardo/Secom

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