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Faz tempo que venho alertando para o baixo estoque público de milho, e também comentei que o governo federal tinha que adotar alguma providência, caso contrário, o Programa Vendas em Balcão iria paralisar em todo o Brasil.
Hoje, no jornal VALOR ECONÔMICO (abaixo), vi que o governo federal prepara MP para o mercado do milho.
A MP vai permitir que a Conab compre MILHO no atacado, a preço de mercado, para oferecer aos criadores de regiões sem produção e sem estoque do produto.
Hoje, a Conab só compra para compor o estoque público quando o preço do milho está abaixo do preço mínimo, o que não está acontecendo faz tempo.
Então, a MP vai permitir que a Conab compre no MERCADO ATACADISTA por preço superior ao mínimo, de mercado.
A notícia do VALOR ECONÔMICO diz que não terá subsídio na venda, o que deveria ter para o Norte e Nordeste. Não tendo, é preciso que a MP defina melhor o critério de fixação de preço, caso contrário, de nada vai adiantar a nova Medida Provisória. Se com estoque antigo de milho, tem estados, incluindo o Amazonas, que o preço de venda é inaceitavelmente alto, imagino a Conab comprando milho no mercado atacadista.
Observei na matéria que o Rio Grande do Sul está pedindo aumento no limite de venda/mês. O Amazonas também precisa do aumento desse limite.
Fico indignado quando um “membro do governo” diz que as regiões que mais precisam são o Sul e Nordeste. Um absurdo! Se eu fosse parlamentar subiria a tribuna imediatamente para contestar essa declaração.
Até hoje, só tive conhecimento da defesa dos nossos criadores rurais na questão do milho pela FAEA, SEPROR e deputados Alberto Neto e Sidney Leite.
Se nossa bancada não ficar de olho vamos ficar de fora dessa MP. A regional da Conab no Amazonas precisa conhecer o assunto, estudar, procurar aliados e opinar o que é melhor para o nosso estado.
THOMAZ RURAL



