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Já fiz 23 anos escrevendo no JC. Meu artigo de hoje no Jornal do Commercio…
Um comentário sobre “Como anda esse importante programa na SEPROR ?”
Prezado Thomaz,
Não poderia deixar sua pergunta sem resposta, vamos lá então.
“Sepror Agroecológica” foi o apelido dado pelo nosso financiador (Fundo Amazônia/BNDES) ao Projeto “Apoio a atividades produtivas sustentáveis em áreas de populações tradicionais e de agricultores familiares no estado do Amazonas” aprovado em dezembro de 2013. O projeto foi pensado e elaborado para fortalecer 3 temáticas importantes coordenadas pelas Sepror: Borracha, Castanha e Agricultura Indígena.
O recurso aprovado é da ordem de 14,9 milhões para estimular atividades produtivas sustentáveis de comunidades tradicionais e povos indígenas. A operação com recursos não reembolsáveis tem como objetivo apoiar iniciativas de conservação e uso sustentável dos ativos florestais do Estado do Amazonas, por meio do estímulo à retomada da exploração de seringais nativos e da agregação de valor à cadeia da castanha-do-Brasil junto à população tradicional extrativista. O projeto também visa ao fomento de atividades produtivas em comunidades indígenas, além de estudos, capacitação e assistência técnica rural.
O Fundo divide a liberação do recurso em Planos de Aplicação (PAR) e estamos em plena execução do PAR 2014. As primeiras ações propostas para os componentes da borracha e castanha foram: aquisição de 3000 kit´s sangria, apoio para abertura de estradas (limpeza dos seringais) de 1.600 famílias extrativistas, aquisição de dois galpões flutuantes para armazenamento da borracha, inventários florestais sobre a produção de castanha e borracha no estado do Amazonas, produção de software da cadeia extrativista, curso de capacitação em boas práticas na coleta da castanha e borracha e curso de capacitação em metodologia de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER, para técnicos do IDAM/Sepror. Os extrativistas também receberão capacitações, sendo que nas próximas fases do projeto.
Já para o componente da Agricultura Indígena, as ações propostas foram: aquisição de equipamentos para apoiar o escoamento da produção agrícola indígena, Implementação de 05 feiras agroextrativistas, curso de capacitação em agricultura indígena e metodologia de Assistência Técnica e Extensão Rural – ATER, para técnicos indígenas. Na próxima fase do projeto, estão previstas capacitações para os agricultores indígenas.
O Fundo Amazônia exige que uma equipe técnica acompanhe e monitore toda a execução do projeto, como contrapartida do governo. A Sepror, conta com uma equipe muito compromissada, principalmente com os impactos que estas ações devem trazer as comunidades tradicionais e povos indígenas do Amazonas.
No mais, me coloco à disposição para maiores esclarecimentos.
Grande Abraço.